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O TEMPO QUE FOGE

Ricardo Gondim

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui
para a frente do que já vivi até agora.
Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas..
As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam
poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram,
cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir
assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar
da idade cronológica, são imaturos.
Detesto fazer acareação de desafectos que brigaram pelo majestoso cargo
de secretário geral do coral.
‘As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos’.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência,
minha alma tem pressa…
Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana,
muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com
triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua
mortalidade,
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade,
O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial!

Excelente texto, porém rola uma discussão em torno do seu real autor. Coloque Ricardo Godim pois Ele defende assiduamente que é dele, *Conferir link. No entanto já fora publicado como sendo de Mario de Andrade e até de Rubens Alves. 
Confiram:https://palavrastodaspalavras.wordpress.com/2010/03/23/o-valioso-tempo-dos-maduros-de-mario-de-andrade/comment-page-1/

Marcos Santos  


Estamos realmente ajudando o outro quando queremos mudar suas crenças ?


Como é interessante a forma em que vivemos em nossa atualidade.... Vejo que as pessoas causam estereótipos até mesmo quando o assunto é Religião, pois querer que o outro siga os mesmos princípios ao qual vives não é salvação, é retrocesso do outro.

Na última postagem à qual escrevi, havia falado de quantos caminhos diferentes temos com relação ao divino, e é a partir daí que posso ver a grandiosidade da importância religio-cultural em um ambiente laico para a formação de uma sociedade sadia.
Infelizmente, está sendo feita pequenas guerras santas em torno de cidades, ruas e principalmente famílias. Não é tão difícil o respeito a liberdade alheia, não é pedido aceitação ou muito menos apoio, mas RESPEITO!

Não é o cabelo, não é a cor de pele, nem muito menos a opção sexual ao qual mostra ou condiz com o caráter, paremos ao menos por um minuto e vejamos o que as pessoas tem a nos oferecer...
Não falo somente dos ataques “cristãos” contra religiões pagãs (sim, cristão entre aspas pois o verdadeiro cristão ama respeita a liberdade alheia) mas também de povos pagãos nesse embate que dura séculos. Acreditar que estas fazendo o bem ao outro causando-lhe dano moral não o faz uma pessoa melhor, atacar os princípios de crença muito menos.

SOMOS LIVRES!  E a única verdade absoluta é que estamos aqui nessa esfera geoide e quase sólida só de passagem, então paremos para aproveitar a presença do outro, seja amigo, pais, irmão ou “inimigo”!


Deixo abaixo alguns pensadores e seus respectivos pensamentos sobre o assunto religiosidade. Boa leitura!










Estamos contribuindo para o bem estar de futuras gerações?



Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.

Começando desde já um tema não tão dada importância, mas que é trivial ser comentado em tempos de agonia ao qual estamos passando. Não é tão fácil em meio a essa problemática econômica e política, pois sobra somente para a natureza, essa que ainda está em recuperação de tantos séculos de mal-uso, aliás, é isso que está havendo, está sendo usada, explorada sem limites.

Para que tenhamos direito e um ambiente preservado, não basta aos sistemas de governo atuar somente, mas a contribuição de cada indivíduo. Não ache, pois, que a casca de uma fruta não causara problema, nem muito menos a embalagem de uma bala; coisas mínimas e pequenas quando acumuladas geralmente são um caos.

Deixamos abaixo um vídeo bastante que comentado essa semana. Esperamos que isso faça mudar um pouco o pensamento que muitas vezes temos!



O movimento Popular é a Arte do povo nas ruas

Movimento popular, ouvimos o tempo todo essas duas palavras que se complementam, nos jornais, nas ruas, nas instituições de ensino, em fim, em diversos lugares. A verdade é que movimento popular é muito mais do que um termo a ser discutido, movimento popular é o grito de excluídos e desfavorecidos que lutam por mudanças e por algo novo e melhor para O POVO.
Tudo que é popular deve vir do povo, deve vir das massas, dos que trabalham duro e derramam seu suor todo o santo dia e não tem nem as condições minimas, colocadas na constituição como sendo um direito de todo, saúde, educação de qualidade, lazer, moradia e entre outras coisas que o nosso documento legal nos garante. Os movimentos populares são muito mais do que sindicatos as vezes vendidos e maior ainda do que partidos políticos de ideologias diversas. O movimento popular as vezes nem tem que o representa nas "câmaras da vida", mas com certeza o movimento popular tem quem o representa na rua, nos rostos, nos olhares dos que não são e lutam para que sejam.
O movimento popular pode até nem ser defendido nas mídias, até porque é feito para o povo, para o explorados e não para os detentores do maior capital econômico, e por isso não tem foco na TV a não ser quando são criticados.  
O movimento popular é o grito do povo nas ruas, nas favelas, comunidade, periferias, assentamentos, não ficam presas em suas mansões e condomínios fechados. Talvez passe despercebida de você mas a luta das ruas muda muito mais do que um "politico" no plenário.

Por amor de ser Brasileiro.

Sou mais um que canta com orgulho
Dispensa todo barulho
Todo rumor, todo rancor
Sou mais um que anda pelos becos

Belos becos de um país
Que tem rais e tem orgulho
Que tem canto, que tem brado
Brado forte e retumbante.

Que tem musica popular
Que tem negro, branco, amarelo
E uma cultura multipolar
Linda e bonita que ta vontade de ficar

Eu vejo o azul anil
Minha vida esta em tu
Meu lindo Brasil
Terra que me orgulha

Apesar da agulha que fura
Do desprezo dos grandes
Por ti eu luto
Porque no amor as suas pessoas são gigantes

Não importa o que se viu
De bom ou de mal
Só tu Brasil es minha terra
E igual a tu não existe igual.



Rimas pobres de um olhar contemporâneo...

Olhe ao seu redor,
E tente entender!

O que faz o homem com o seu viver?
Não mais planta, não deixa o campo florescer.
O animal que foge, ele tenta combater·.
A semente não germina e o veneno vai fazer...
A pouca saúde dos seres vivos, padecer.

Olhe ao seu redor,
E tente entender!

A televisão e o jornal mostrando o horror.
No peito do homem, acabou o pouco amor.
A internet que aproxima o distanciou.
Não sobrou mais nada que ele procurou.
Ficou a arrogância lhes sobrou à dor.

Olhe ao seu redor,
E tente entender!

Por que os homens de Brasília do planalto central?
Querem estar acima do bem e do mal?
Tantas leis criadas e nada afinal!
A base da pirâmide, é que tem morrido no pau.
E suas decisões quase sempre é erro fatal!

Olhe ao seu redor
E o que vamos fazer?

Se o homem e a mulher vivem em competição.
A criança já desinocente, não aprende sobre perdão.
E a família vive o ápice da desunião,
Vivem seus dias de desilusão.
Desse modo, a sociedade toda cai por chão.

Olhe ao seu redor
E o que vamos fazer?

Nesse mundo de intensa desigualdade.
Sobra egoísmo falta fraternidade.
Tens o dom do preconceito, quede o da verdade?
O homem que pensa ser do mundo a autoridade.
Mata, morre, fora e dentro de si mesmo, provocando sua inferioridade.

Olhe ao seu redor
E o que vamos fazer?

Se para o homem a mentira seduz.
Inventaram a lâmpada, mas dispensam a luz.
Querem se promover, mas seu ato o reduz.
Quer ter tudo mais pouco se produz
E vivem na pior, hora! Já não buscam o mestre Jesus!





Marcos A. Santos

Se você não existisse, que falta faria?

Alguma vez, já parou pra pensar o que tem feito da sua vida, se a leva de forma correta? Aliás, existe mesmo um jeito “certo” de viver?
Em meio à modernidade dos dias atuais, costumamos levar uma vida rotineira, monótona, quase que mecanizada e minimamente planejada. Sem imprevistos, sem emoções, apenas o esperado. Sempre seguindo exclusivamente regras e mais regras que a sociedade impõe, à risca, sempre tentando ser aquilo que ela exige que sejamos, ainda que isso não nos faça nem um pouco feliz. Tentando não cometer erros que comprometam a valiosa “reputação”.
 Você certamente faz isso por que está convicto de que lembrarão de todo o seu bom exemplo em vida, quando morrer, certo? É justamente neste ponto que a maioria comete o pior de todos os erros: se esquece daquilo que é realmente importante, o que é verdadeira prioridade na vida.
Se esquecem de se diferenciar dos outros, porque estão muito focados em seguir apenas um modelo – aquele que julgam ser o ideal –, de se destacar por algum feito que realmente ajude – ainda que de forma muito pequena – a humanidade ou o próximo, ou simplesmente de amar aqueles que estão ao seu redor, se esquecem de retribuir os gestos que os diferentes ainda lhes lançam.
Já dizia o político e escritor britânico Benjamim Disraeli: “A vida é muito curta para ser pequena.”
Ainda que viva cem anos, será que lembrariam de você quando morresse? Faria, mesmo, falta para aqueles que permanecessem? Será que lhe guardariam no coração apenas por ser famoso? No fim, a fama tem realmente alguma importância? Será que lembrariam de seu legado em vida? Teria, você, dado motivos suficientes para isso? 
Não importa nada que venha depois da nossa morte, mas sim o que fizermos em vida.  E ela é muito curta para deixar pra amanhã o que se pode fazer hoje, para qualquer tipo de falsidade, para nunca roubar um beijo sequer, para se importar com quem simplesmente não se importa, é curta demais para viver reclamando, para ser tão sério, tão chato, tão cheio de regras, para não viver tudo que há para viver.  

A vida é muito curta, mas você, somente você, pode fazê-la um pouco mais longa, mais admirável, pode fazer com que recordem o jeito maluco que a viveu, quando partir. Quebre as regras, perdoe rapidamente, beba lentamente, ame verdadeiramente, ria incontrolavelmente e nunca se arrependa de nada que te faça sorrir.
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