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Porque desaprendemos a ler ?

Paulo Freire afirma em seu livro, A importância do ato de ler, "A leitura de mundo precede a leitura da palavra" porque que então com o passar dos anos nos tornamos incapazes de ler o mundo a nossa volta, perdemos a capacidade observar, de sentir, de apreciar as coisas que o mundo nos mostra e as suas transformações? seja essas transformações, política, social, ambiental ou mudanças da própria paisagem. Quando foi a ultima vez que parou um minuto para observar como as coisas estão andando depressa ? ou simplesmente parou para refletir como as pessoas amam tanto o dinheiro? e como os valores estão se perdendo também. De forma alguma me proponho ao passado conservados quando falo em valores, quando falo em valores, falo em valores humanos, como a honestidade, hoje se você é honesto muitas vezes é tido como um idiota que não sabe tomar proveito da situação.
Paramos de ler o mundo, paramos de observar e refletir, perdemos nossa identidade, o ser humano passou a ser tratado com mero mediador entre o dinheiro e o produto, se ele não tem dinheiro para comprar, ou simplesmente não tem posses provavelmente é invisível, a cede capitalista consumista aniquilou nossas identidades, muitas vezes nos tornando completos loucos psicopatas, incapaz de ver  a nossa própria situação de oprimido, frente a uma sociedade excludente e opressora.
O pior de tudo é que essa sociedade não só nos faz desaprender a ler o mundo como também nos tira o dom de escrever, somo autênticos escritores do mundo, somo capazes de fazer um mundo melhor, de mudar nosso futura, de mudar a situação de opressão, mas é impossível escrever um novo mundo sem ler o mundo já existente. Fiquemos atento, voltemos a ler, e se você se sentir incapaz, insista, pois antes mesmo de ler a palavra nós lemos o mundo.

2° parcial da enquete, em quem você votaria para a prefeitura de Guarabira

Estamos no terceiro dia de enquete e a enquete continua no ar, os números por enquanto nos revelam uma grande surpresa, Belarmino Mariano do PSOL segue disparado na frente, com maioria absoluta sob os grupos tidos como "favoritos" a enquete teve muitos acessos, um numero grande de pessoas qua visualizaram a pagina porém obtivemos até agora o numero de 116 votantes na enquete com grande maioria assumindo ter como opção o pré-candidato do PSOL.
Isso nos revela coisas interessantes, 1° a timidez das pessoas ao votarem podem nos apontar um certo medo ou insegurança, frente a uma instabilidade/rivalidade dos grupo, 2° o numero grande de votantes do PSOL, acredito eu que representado na sua grande maioria de jovens, mostra que não aceitam mais a velha política e que acreditam que o novo só poderia vir de um partido novo, com ideais diferenciados e que apresente um melhor argumento política, e a forte posição política do PSOL no cenário nacional, muito evidente na votação do impeachment, passa essa confiança no partido, além da formação acadêmica de seu candidato na cidade ser diga-se de passagem superior aos outros candidatos.
Bom, isso não quer dizer que ninguém, irá vencer previamente as eleições, mas saber que há um grupo que acredita na mudança é esperançoso. Fiquemos atento as próximas parciais que serão divulgadas aqui! e vamos continuar contribuindo com seu voto na enquete.
Para contribuir basta clica na pagina Enquete presente no nosso menu!

A Tailândia está oficialmente livre da transmissão do HIV e da sífilis da mãe para o bebê

A noticia de que a Tailândia está oficialmente livre da transmissão do HIV e da sífilis da mãe para o bebê, é recebida com muita alegria pelo mundo, é avanço histórico. A noticia está sendo divulgada na pagina da UNICEF no facebook.
"a chamada transmissão vertical. É o primeiro país asiático a conseguir o que parecia inimaginável décadas atrás.
O desafio agora é fortalecer os serviços de saúde para que toda a população, inclusive de migrantes, tenha acesso ao teste e ao tratamento. Parabéns ao povo tailandês!"
Diz a postagem na referida pagina. Comemoremos a conquista, e que venham mais e mais noticias boas, e que baixe essa nuvem de poeira negativa divulgada pela grande mídia.

ESCOLA E CIDADANIA

Waldeci Ferreira Chagas
(Professor Na Universidade Estadual da Paraíba -uepb0

Desde a antiguidade a escola foi concebida como formadora de sujeitos sociais, cidadãos/ãs. Quando entrei na escola foi para ser gente; assim disse minha mãe, no mesmo instante perguntei se eu não era gente. Ela respondeu: “não, gente é quem tem profissão, sabe entrar e sair dos lugares sabe falar, decidir seu próprio destino resolver sua vida”. Minha mãe acreditava numa escola cidadã. Naquele ano, 1972 prevalecia entre as classes pobres a ideia da escola como redentora; aquela que iria salvar os pobres, possibilitar a ascensão social, garantir aos meninos e meninas uma vida melhor do que a que se viviam nas periferias urbanas e rurais do Brasil. Como diziam os idosos na época à escola garantiria “um futuro”. Qual seria o futuro? A escola não respondia. Eu acreditei nisso e me agarrei à escola como quem se agarra a uma tabua de salvação. Todos os dias eu ia à escola com a certeza de que dias melhores estavam por vir ou já estavam advindos, eu só não os enxergavam. Eu pensava os resultados que a escola proporcionaria fossem rápidos, mas não foi. Terminava ano e começava ano e a minha condição social e econômica, assim como dos meninos e meninas com quem brincava permanência a mesma. Mesmo assim continuava acreditando. Depois de muito esperar por dias melhores, minha mãe me disse que esse dia seria o futuro. O tempo presente ainda seria de muita dureza e pobreza, mas tínhamos que agir e preparar o futuro; que demoraria ela não sabia quanto tempo, ela só sabia que ele haveria de vir. Na verdade o futuro de que falava a minha mãe e que eu tanto esperava estava sendo construído; futuro e presente caminham juntos estão imbricados como parte do mesmo processo. Alias minha mãe sabia qual seria o futuro, porque ela estava semeando-o no tempo presente. Só colhe algo no futuro quem no presente semeia quem vive o tempo presente intensamente. Se cuidarmos bem do chão da escola que pisamos e das pessoas que conosco o pisam, o futuro está garantido. O futuro não está numa caixa a ser aberta, e desvendada, mas na ação vivida permanentemente. Minha mãe, assim como tantas outras mães do Brasil dos anos 1970, residente nas periferias da pequena, média e grande cidade sabia do futuro que seus filhos poderiam viver. Olhavam seus passados e viam no presente dos seus filhos o que outrora foram. O futuro a que elas alcançaram não era diferente do que fora o passado. O presente repetia o passado. Elas temiam o mesmo acontecesse com seus filhos e filhas. Para muitos meninos e meninas do BRASIL dos anos 1970 o futuro repetiria o passado. Nem todas assim como seus pais ingressaram na escola, nem todas as famílias tiveram condições de semearem no tempo presente, portanto, entre dias e dias nada esperavam da vida. Nesse tempo a escola pública ainda não era para todos/as. As necessidades das famílias eram urgentes e não havia como esperar. O futuro exige espera, mas só espera para colher aquele que semeia. Naqueles anos 1970 o Estado brasileiro não semeava o futuro de que os pais das crianças tanto almejavam. As necessidades eram urgentes, mas as mães melhor que os governantes da época sabiam que seus filhos mereciam muito mais do que pão e leite. Vivia-se um presente difícil à espera de um futuro melhor, que estava ou não se construindo dia a dia. Restavam-nos viver o presente. Todavia a esperança que as mães falavam aos seus filhos/as, não era uma esperança imóvel, passiva, era ativa e permanente. Era uma esperança temporalmente vivida certa de que algo estava sendo construído. Só não havia certeza, mas em meio à incerteza, a esperança alimentava a ação no tempo presente. Era preciso viver e não querer entender a vida, ter paciência, o que não queria dizer ser passivo, mas viver os desdobramentos das ações empreendidas no tempo presente e ser feliz. A felicidade concebida como estado permanente de vida, e ação. As mães diziam que havia tempo para tudo. A vida ainda continua a dizer isso, mas diferente de outrora, hoje as crianças não vivem a espera do futuro; o futuro chegou rápido e as crianças nem perceberam e nem o desfruta. Elas vivem sem que algo tenha sido semeado, por isso, quando jovens não há o que colher. O futuro é o aqui e agora. Hoje não há o que esperar e as crianças não vão à escola para serem gente, cidadãs, elas já nascem gente e cidadãs; a escola que outrora não era para todos/as se massificou, mas nem todos/as que a frequenta conseguem ler e escrever mundos, muitos nem permanecem nela. Assim a escola que é para todos/as não se faz cidadã, uma vez que exclui os/as cidadãos/as que a procura.

Enquete prefeitura de Guarabira

O blog Verdade Livre quer saber de você qual sua opção para prefeitura de Guarabira, o blog é independente e não terá influencias no resultado.
VAMOS LÁ DEIXE SUA OPINIÃO

Em meio a crise política, vem o Pão e circo.

As olimpíadas no Brasil estão mais próximas do que nuca, em fim o país irá sediar o maior evento esportivo do planeta, tudo perfeito e maravilhosamente lindo se não fosse por um único problemas, o momento ao qual o país atravessa, na política um grupo - antigo conhecido do povo, por ser privatizador, neoliberal e apenas interessado com os interesses de sua classe social economicamente elevada - assume o poder e faz regressar anos de luta dos movimentos populares e de toda a população desfavorecida brasileira. E pra não esquecer, assumiu o poder por meio de um golpe escancarado, a clima de palhaçada tirou a presidente eleita pelo povo e se colocou no poder e governa conforme seus próprios interesses.
Na economia o país desagua de mal a pior, efeitos de uma classe política corrupta e de um golpe na democracia, um país onde a impunidade impera não passa confiança para nem um investidor, sem falar que maioria de seus políticos estão investigados por desvio de dinheiro e por simplesmente nadar no dinheiro das estatais e dos impostos pagos pelo povo. Em meio a uma nuvem negra de desanimo, vem as olimpíadas com ar de piada a fazer circo para nos alegrar e fazer esquecer o acontecido, e esquecer o desemprego gerado pela má gestão que passamos.
O povo não motivos para comemorar, não pode se iludir com o espetáculo, precisa permanecer na luta para voltarmos a crescer, crescer socialmente, intelectualmente, politicamente e etc. O momento está para luta e não para circo.

Oi, terceirizar não resolve, viu?

Artigo do site Carta Maior


Jorge Luiz Souto Maior EBC
O setor empresarial, apoiado por alguns juristas, economistas, veículos de informação e políticos, tem dito que a único modo de melhorar a saúde econômica das empresas é promovendo a ampliação da terceirização.
Disseram a mesma coisa no início da década de 90, quando quiseram ampliar as possibilidades de intermediação de mão-de-obra, antes limitadas às hipóteses do trabalho temporário (Lei n. 6.019/74) e do trabalho de vigilância (Lei n. 7.102/83).
A economia não melhorou, aliás, piorou, e em vez de se ter aprendido que é totalmente inconsistente a defesa dessa ideia, a não ser para atender a propósitos restritos não revelados, querem incorrer no mesmo erro.
Ora, é muito fácil prever que a economia só tende a piorar com a precarização das condições de trabalho, mas sequer é preciso passar por uma experiência dessa ordem, que seria desastrosa para muita gente, para que se consiga constatar a ocorrência do fenômeno.
O exemplo do momento é o da empresa Oi.
Nesta semana, a Oi foi declarada em recuperação judicial, estando, pois, confessada a sua impossibilidade econômica de respeitar compromissos contratualmente assumidos.
Caso fossem autênticas as teses liberais geralmente defendidas a Oi teria que ser um sucesso econômico, pois adveio de uma privatização aos moldes tucanos e ao mesmo tempo recebeu do Estado, financiamento, incentivos fiscais, reserva de mercado e uma lei (embora inconstitucional[1]) que lhe permitiu explorar o trabalho por meio da tão aclamada terceirização da atividade-fim.
A Lei n. 9.472/97 (art. 94), que autorizou a terceirização da atividade-fim no setor das telecomunicações, adveio no bojo do espírito neoliberal do governo FHC, cuja atuação marcante foi a da privatização de inúmeras empresas estatais. Segundo destaca Grijalbo Fernandes Coutinho, “Ávido para dar cumprimento ao projeto neoliberal, entreguista, antissocial e afinado com as premissas do denominado Consenso de Washington, o governo FHC radicalizou na política de privatização de inúmeras atividades essenciais antes executadas pelo Estado brasileiro, promovendo, ainda, intensa terceirização de mão de obra em todos esses serviços.”[2]
Lembre-se que o propósito das leis de privatização foi o de conferir vantagens aos adquirentes das estatais no sentido de garantir investimento econômico nos setores respectivos, como se deu no caso das empresas de estradas de ferro e dos Bancos.
Mas ao longo dos anos de atuação das empresas de telecomunicações, todas elas, que se valeram em larga escala da terceirização, foi o legado de um enorme rastro de supressões de direitos, sobretudo trabalhistas (incluindo um elevado número de acidentes do trabalho[3]) e consumeristas, que lhes assegurou, inclusive, a trágica conquista de serem as maiores acionadas nos Tribunais, sendo que com a recuperação judicial o sofrimento de trabalhadores e consumidores só tende a aumentar.
Enfim, fica a certeza, dada a experiência concreta, de que a ampliação da terceirização, atingindo, inclusive, a considerada atividade-fim da empresa, não é garantia de sucesso econômico, sendo, isto sim, fator de um enorme dano à classe trabalhadora, à administração da Justiça e à sociedade em geral.

[1]. COUTINHO, Grijalbo Fernandes. O Direito do Trabalho Flexibilizado por FHC e Lula. São Paulo: LTr, 2009, p. 92.
[2].  O Direito do trabalho flexibilizado por FHC e Lula. São Paulo: LTr, 2009, p. 91.
[3]. DUTRA, Renata e FILGUEIRAS, Vitor. Terceirização: o Supremo e o setor de telecomunicações. In: http://antigo.brasildefato.com.br/node/30011, acesso em 22/06/16.

População e sociedade














Novo rumo a nação tomava,
Ao final do império no Brasil
As mudanças ocorriam a mil
Mas nem tudo se ajustava.
Imigrantes que aqui chegava,
De um lado, boa impressão
E com o fim da escravidão
O Brasil assim avançava.
Mais tinha, quem descordava
Por medo dessa mistura
Era um embaraço na cultura
Que até Deus duvidava.

Era início do Brasil Republicano.
O sonho da liberdade.
Negros que na verdade,
Vivam num covil insano.
Podia agora até gozar:
Dos “direitos iguais”
Não havia nada mais
Do que pudessem reclamar.
Medo, chicote ou senzala
Nada disso tinha agora
“Só se encontra a melhora
Nessa republica que se instala. ”

Mas sempre tiveram “os malas.”
Na história do pais,
Os grandes senhores é quem diz
Os pequenos baixam a fala.
Os donos de engenhos comandavam
Os rumos na ocasião,
Mas a coisa muda de direção
Quando do campo imigrantes migravam.
Teve quem disse está perdido
Numa escravidão dividida,
E agora a pobreza é espremida
É o sonho da republica se cumprido.

É a republica cidade luz,
A começar pelo rio de Janeiro,
Onde recebe tanto estrangeiro,
Que só quem segura é Jesus.
O brasileiro que acha que seduz,
Dizendo ser a cara da riqueza,
Quem paga o pato é a pobreza,
Pois o centro se reduz.
Tudo que agora se produz,
Era de uma mistura trivial,
Nada mais agora é normal,
E assim a cultura se conduz.

Esse tempo, não era dos melhores.
Tudo era decidido em pasta,
Até palitos e gravatas
Faziam parte do folclore.
A regra, era andar bem alinhado
E da imagem fazer boa apresentação.
Era início da civilização
No país republicado.
Nada podia ser contestado,
O país precisava crescer,
Mesmo que algum padecer,
Fosse por certo notificado.

Índio, preto, operário
Experimenta a exclusão,
Agora sua nação
Lhes nega justo salário.
Nem mesmo o fortuito erário
Dos movimentos sociais.
Seria tão quanto capaz
Lhes salvar desse calvário.
Este é o real senário,
Que compõe a nova nação,
Em que a administração,
Enfrenta tempos precários.

Precários para a pobreza;
Pois enquanto isso a riqueza
Goza de luxo e fartura.
É o país da estrutura,
Rumo ao desenvolvimento,
Prédios, carros pavimento,
Tudo agora evoluindo,
A ciência aplaudindo,
As novas descobertas,
Lhes digo uma coisa é certa
É rico em mansão, versus pobre no chão
Em cortiço fazendo festa.

Esta é a cena que se ver surgindo,
Cidades crescendo para cima,
Enquanto isso as ruínas,
De bandeiras e heróis se esvaindo,
Ferrovias construindo
O senário dos tempos modernos,
Enquanto isso nos cadernos,
Os registros vão fluindo,
De tudo que estou sentindo,
E que me recordo em memória,
Esse é o feito da historia,
Em sabedoria nos instruindo.

Do texto População e Sociedade
(Lilia Moritz Schwarcz)
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