O projeto foi pausado a um certo tempo

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Pela permanecia do PIBID: Não há pátria educadora sem formação de professores.


Este texto que hoje escrevo, é a minha nota de indignação aos governantes do nosso país e a política de cortes orçamentário, que na verdade  só afeta aos setores essenciais que é a saúde e a educação, desde o ano passado (2015) um dos mais importantes programas de incentivo a docência o PIBID - Programa Institucional de Bolsas de Iniciação a Docência, programa esse ao qual faço parte  -  vem sofrendo diversos cortes por parte do governo, primeiro nos recurso de custeio que muito contribuía para as atividades do programa e agora com o corte significativo no número de bolsistas.
Deixe-me explicar um pouco sobre o programa, No PIBID, nós que somos alunos de licenciaturas, futuros professores, temos o nosso primeiro contato mais efetivo com a nossa área de atuação e temos a oportunidade ímpar de ver e colocar na prática tudo o que estudamos e construímos de conhecimento na universidade, temos a chance de auxilias professores já em atuação, aprender e ensinar com eles, nos tornando assim melhores profissionais da educação, profissionais que não apenas teorizam a educação mas que vivem a práxis pedagógica. O programa Pibid é sem duvida o braço da universidade com a comunidade, e é com muita tristeza e muito repudio que vejo grande parte dos meus colegas assim como o número de escolas beneficiadas pelo PIBID sendo reduzido a menos da metade. E não venham me dizer que o Programa atende escolas que não necessitam, pois, o município que nós - eu e meus colegas - atuamos são escolas de uma realidade nunca antes vista de perto pelos senhores governantes, a cidade do nosso campus da UFPB onde atuamos é simplesmente a 9° cidade mais pobre do estado e suas escolas sem dúvida necessitam de muitíssimo apoio em todos os sentidos.
O que mais me decepciona é ver nossos governantes afirmarem uma crise, crise essa que só afeta o povo, a saúde, a educação, porém não vemos nem um banco falindo, ou algum latifundiário "quebrando", não! Eles permanecem mais rico, e a educação cada vez mais precária.
Eu não posso me calar diante dos fatos, o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência é mais que necessário, pois não se faz uma pátria educadora sem melhores professores, e não se forma melhores professores com mera teoria, sem pisar de forma efetiva no chão da escola e conhecer de perto suas dificuldades e barreiras e já na sua formação inicial poder pensar e encontrar soluções para tais dificuldades e só um programa como o PIBID proporciona isso.

Ass: Arthur Carlos da Silva
Graduando em pedagogia no Centro de Ciências Humanas Sociais e Agrárias da UFPB
E bolsista do PIBID.

O Brasil tem que parar de copiar!


Voltando no tempo, em 1807 a coroa portuguesa ensaiava sua chega as terras brasileiras, fugindo da pressão napoleônica sobre Portugal, trazendo consigo muito mais do então espelho brasileiro de mundo desenvolvido, a Europa.
Os homens e em especial as mulheres tomavam emprestado suas roupas da moda, calorentas e cheia de pano que nada tinha a ver com o clima tropical do país. Um fato ainda mais interessante para não dizer uma outra palavra, foi o das mulheres portuguesas que, aqui chegavam com suas perucas - adereço utilizado pela praga de piolho que elas adquiriram nos navios  - e por baixo um cabelo raspado, que logo virou a sensação, todos os que aqui habitavam queriam usar peruca.
Este tipo de fato mostra que por toda a história o Brasil teve a mania de copiar modelos  preestabelecidos, dos países ditos como desenvolvidos, queríamos a industrialização, aprendemos e levamos um ranço histórico do roubo e da corrupção e nos dias atuais criamos um novo espelho.
O que antes era a Europa hoje é os Estados Unidos da América, com seu modelo de capitalismo desumano que cada dia mais se ganha força no nosso país, a receita Neoliberal de privatizar mais e de um estado fraco no que diz respeito ao compromisso com as coisas públicas, vem sendo um modelo seguido no nosso país, o problema é que nós não paramos para ver os problemas que essa receita vem causando no seu país de origem. 
Nos últimos 10 anos a desigualdade social vem cada vez mais crescendo no cenário do gigante capitalista americano, o número de pessoas que caem na extrema pobreza só aumenta, e tudo virou produto de venda, até mesmo o ensino ver o estudante como consumidor, o livro Educando a Direito do escritor Norte americano  Michael Apple traz um fato interessante, até mesmo as crianças são vendidas, escolas fecham contrato com empresas de TV para que os alunos que passam o dia inteiro na escola assistam apenas aquela programação com seu anúncios de  fest-foods, brinquedos e smartphones que induzem ao livre mercado ao consumo.
E este vem sendo o modelo por nós copiado, os nossos representantes a cada dia mais conservadores tendem a ver no país do EUA o modelo a ser seguido aqui, mas ainda não aterrissaram na realidade escondida destas terras que nos induzem ao mero consumo. Em fim devemos parar de fazer espelhos, precisamos agora refletir, chega de "perucas e cabeças raspadas".

Acabou o carnaval?



Uma Semana atrás se encerrava o carnaval, com a quarta-feira de cinzas, e muitos podem se perguntar se minha pergunta não é despropositada.
Na verdade, é. E não é.
O carnaval, uma das maiores festas brasileiras se finda na quarta-feira de cinzas. É verdade! Mas, e o carnaval que tem se tornado as eleições em nosso país? Ele apenas está começando.
Um modelo político que historicamente tem favorecido os ricos em detrimento dos pobres, esse modelo tem-se mostrado ineficaz à verdadeira representatividade do povo brasileiro em suas instancias de decisão e poder. Consegue transformar democracia em qualquer coisa que seja, mas que não seja popular, como se esperaria de uma idéia que comece com “demos”.
Basta conversar com os amigos pra saber como é a realidade de eleições municipais. Principalmente aquelas do interior.
E aí, quando comparamos as histórias dos municípios, parece que há um “padrão” que se repete. Seria válido para todos as eleições municipais?
Foi pensando nisso que me pergunto, se não seria possível classificarmos os grupos políticos (que envolvem os Partidos Políticos e podem envolver também pessoas “independentes”, mas com forte afinação partidária) em “blocos carnavalescos eleitorais”. Quatro blocos básicos, que com pequenos ajustes talvez desse pra aplicarmos a diversos municípios de nosso país, foi o que de maneira simplificada e divertida consegui identificar como padrões nessas eleições municipais.
Faça um teste, após ler esse artigo, e veja em qual bloco se enquadram os candidatos de seu município:

Bloco “Farinha do mesmo saco”
Definição:
É um dos dois maiores grupos políticos do município. Tem a particularidade de estar atualmente no comando do poder executivo do município e possui seus tentáculos também na câmara municipal, costumeiramente tendo a maioria da casa.
Esse grupo é situação hoje. Mas, já foi oposição anteriormente. Nesse jogo de situação\oposição está sempre fazendo parelha com o bloco dos “Seis por meia-dúzia”.
Como situação, ou seja, como gestores destaca-se por uma administração desastrosa e pouco transparente, com uma particularidade, a qualidade dos serviços públicos oferecidos diminuem à medida em que os foliões desse bloco enriquecem. Curioso, não?
Foliões:
São compostos majoritariamente pelo primeiro escalão da gestão (atuais prefeito, vice-prefeito, assessores, secretariado...), vereadores da situação, políticos “profissionais” e empresários e coronéis de algum prestígio naquele município. Reúnem de fato famílias mais ricas ou em ascensão naqueles municípios, que juntas formam pequenas oligarquias que sugam o aparelho estatal desses municípios (cabide de emprego, favorecimentos, privilégios, etc).
A cada nova eleição eles costumam reunir-se para discutir se precisam mudar os seus candidatos, ou não.
Normalmente o escolhido entre eles é uma pessoa carismática que deverá representar a “cara desta administração”. Quando o jeito de fazer política do bloco começa ficar inescondível, para tentar limpar a sua imagem, trocam de escolhido. (Por exemplo: imaginem um prefeito cuja administração esteja envolvida em condenações por corrupção, desvio de dinheiro, etc –veja qual se aplica. Não é raro que ele já tenha sido condenado em alguma instancia da justiça. E que não consiga manter as melhores condições para os serviços públicos ofertados. Então, a população daquele município acorda e começa a questionar essa administração. E que nem mais as festas no estilo “pão e circo” conseguiriam manter o povo alienado. Então, aquele prefeito não conseguiria mais se reeleger. Não pode mais ser a “cara desta administração”. O que se faz? Escolhem alguém que eles estavam poupando do enfrentamento dos problemas e preservando-o dos comentários e críticas. Alguém que durante todo o tempo desse mandato assistiu a tudo de camarote e nunca fez nada para mudar os rumos dessa má-gestão da coisa pública).
“Mudar (a aparência) para que nada mude (na essência)!”
Como diz o nome do bloco, são farinha do mesmo saco. E administram a cidade como se fosse deles e para eles.

Curiosidade:

O comportamento dos foliões desse grupo é ligeiramente bipolar. É muito comum esse bloco do “Farinha do mesmo saco” se comportar exatamente igual ao bloco “Seis por meia dúzia” nos anos em que perdem as eleições. Voltando a mesma postura anterior quando voltar a ganhar a prefeitura.
Possibilidades de vitória:
Depende da consciência crítica do eleitor e da eleitora. Essa jogada de mudar a cara do candidato, optando por um candidato que vinha sendo blindado e protegido pelo grupo, sem deixa-lo se respingar em nenhum escândalo, e que tenha “boa aparência” e sorriso largo ainda é uma estratégia que consegue iludir muitos eleitores e muitas eleitoras.

Bloco “Seis por meia dúzia”
Definição:
É a outra grande força política do município. Com certeza já teve oportunidade de administrar o município. E assim como o bloco “farinha do mesmo saco” é reconhecido por uma má-administração municipal, e não é raro que em seu histórico tenha tido foliões do grupo já envolvidos com algum escândalo de corrupção ou condenação por má-gestão e improbidade.
Como representa outra oligarquia do município, reúne a outra metade de famílias ricas e em ascensão do município que vivem ávidas para retornar ao poder (leia-se voltar a ter os privilégios que tinham no passado, como usar a prefeitura como cabide de empregos e troca de favores) e dar o troco (leia-se perseguir e humilhar aqueles que hoje estão favorecidos pela administração atual).

Foliões:

São compostos majoritariamente pelas famílias ricas e aquelas que tiveram alguma ascensão durante o mandato em que estiveram no poder. Eram o primeiro escalão quando eram a então gestão eleita (na época prefeito, vice-prefeito, assessores, secretariado...), os então vereadores da situação, e empresários e coronéis de algum prestígio naquele município que ficaram de fora de bons negócios com a prefeitura desde que seu bloco perdeu as eleições.
A cada nova eleição eles costumam reunir-se para discutir se precisam mudar os seus candidatos, ou não.
Normalmente o escolhido entre eles é uma pessoa carismática que deverá representar a “cara que queremos dar a esta administração”. Deve ser alguém que não seja associado de maneira alguma à época em que estiveram no poder e cometeram as mesmas práticas de corrupção e favorecimento que a atual administração vem cometendo. Tem que ser alguém que consiga desviar a atenção dos eleitores e das eleitoras sobre o passado sujo do grupo. Tem que ser alguém com aparência oposta ao seu candidato anterior (por exemplo, se ele era jovem, esse tem que ser velho (e vice-versa); se ele era alto, esse tem que ser baixo (e vice-versa); etc.).
Escolhem dentro do grupo alguém que foi preservado das questões polêmicas do município todo esse tempo, para poder apresentar-se como alguém que preza pelo respeito e que tem moral para falar dos erros do bloco que está atualmente no poder.
“Mudar (a aparência) para que nada mude (na essência)!”
Como diz o nome do bloco, trocar o atual bloco “farinha do mesmo saco” por eles é o mesmo que trocar seis por meia-dúzia. O que muda é a oligarquia a ser favorecida, pois eles administram a cidade como se fosse deles e para eles, também.

Curiosidade:

O comportamento dos foliões desse grupo é ligeiramente bipolar. É muito comum esse bloco do “Seis por meia-dúzia” se comportar exatamente igual ao bloco “Farinha do mesmo saco” nos anos em que ganham as eleições. Voltando a mesma postura anterior quando voltar a perder a prefeitura.
Enquanto não ganham as eleições não se assuste se esse grupo, na hora de botar seu bloco na rua apelar pra festas populistas,no melhor estilo pão e circo, também.

Possibilidades de vitória:

Há dois fatores que pesam bastante, a favor, desse bloco:
Por ser um dos dois grandes grupos políticos da região, e por possuírem apoio também de empresariado local, possui muitos recursos para investir em campanha (fazer eventos e trocar “favores” com a população).
O total descrédito da população com a atual  gestão;
E também se favorecem da pouca memória do eleitor e da eleitora que esquecem rápido dos escândalos em que aquele bloco (e seus partidos políticos) e seus foliões estiveram envolvidos durante seus anos de mandato.

Bloco “Quem não chora não mama”
Definição:
Normalmente é composto pelo “segundo e terceiro escalão” da situação, ou seja, do bloco “farinha do mesmo saco”.
Por serem segundo e terceiro escalão, são considerados descartáveis por aquele bloco, e então, por terem perdido os privilégios que tinham antes, se revoltam e resolvem lançar candidaturas próprias.
Alegam bastante que “é preciso mudar”, mas a verdade é que eles não sabem fazer uma gestão diferente, pois sua escola sobre maneira de administrar foi o tempo em que estravam acompanhando e sendo coniventes com a má-administração do atual gestor.

Foliões:

Os seus representantes são bem diversos. Mas tem em comum que em algum momento da administração atual tiveram os benefícios típicos da corrupção velada. É aquela candidato que até alguns anos atrás tinha um parente empregado na quota do atual prefeito, ou tinha algum benefício na comunidade onde vive só por ser “amigo do homem”, ou podia usar alguns serviços públicos como se fosse privado, etc, mas que agora teve esses mimos todos cortados, sentem-se traídos. É esse sentimento de traição que os une.
Esse grupo é considerado transitório ou de passagem, pois é comum que os foliões desse bloco transitem para o bloco “Farinha do mesmo saco” ou “Seis por meia dúzia” a depender dos agrados oferecidos e prometidos.
Ou seja esses foliões, por não terem força suficiente (nem política, nem econômica nem moral), inventam de montar esse bloco pra chamar a atenção dos dois grandes blocos desse carnaval.
Até pouco tempo atrás estavam elogiando a atual gestão do bloco “Farinha do mesmo saco”, sempre ressaltando como essa administração é boa, a melhor que esse município já teve. Chegando a bater-boca e criar desafetos em defesa dessa atual administração.
Agora que foram descartados e montaram o bloco “Quem não chora não mama”, o discurso sofreu uma mudança de 180 graus, e o que era bom na boca deles passou a ser mau. Coerência política não é o forte desse grupo.
Em suma, não possuem projeto político algum para o município. E manifestam sua plataforma política apenas com ataques.

Curiosidade:

Por ser um bloco formado por foliões expulsos de outros blocos, sua heterogeneidade é enorme, e pode reunir pessoas que em outra situação jamais se uniriam.
Como eram de dentro do bloco “Farinha do mesmo saco”, sabem de alguns podres dessa administração, e só agora (que é oportuno pra eles) é que começam a divulgar essas informações. Querem aparecer como os reveladores da verdade, mas o povo não é besta, e se pergunta porque eles se mantivera calados sobre esses “podres” antes, dizendo que tudo estava bem nessa administração atual quando sabiam que não estava. Ou seja, porque optaram por omitir essa informação antes?
O que seus foliões sonham de verdade é poderem um dia serem do primeiro escalão em qualquer bloco que seja.

Possibilidades de vitória:

Normalmente é um grupo sem possibilidades de vitória para a majoritária. Pois nem eles mesmos acreditam que poderão ganhar um dia.
Mas, como ainda possuem alguns currais eleitorais, no aproximar-se das eleições, podem ser cobiçados para integrarem os outros blocos.
Podem eleger, graças a seus currais eleitorais, alguns vereadores. Oferta os seus votos de vereador para o candidato a prefeito dos outros dois blocos maiores.

Bloco da “Pipoca”
Definição:
É o grupo político que fica de fora da corda dos outros blocos por convicção e decisão próprias.
Reúne uma grande massa de pessoas e famílias que vivem do seu trabalho cotidiano. Não têm riquezas, posses, nem fazem parte das famílias tradicionais que dividem o poder da cidade entre elas. E nem querem ser assim.
É um bloco que não está descontente apenas com o grupo “A” ou o grupo “B”, mas sim com a forma de se fazer política no seu município. E sabem que não podem esperar nada de novo do embate entre esses grandes blocos.
Não sente confiança em blocos que sejam formados por expulsos dos grandes blocos, mas apesar disso mantem-se solidário com aqueles que dependiam desses empregos para sobreviver e agora estão desempregados. Acreditam que é possível acabar com esse uso indevido da máquina pública, com políticas de geração de emprego e renda que possam dar autonomia a essas pessoas. Defendem firmemente o fim do uso das prefeituras como cabide de empregos

Foliões:

Não tem vinculação com as oligarquias e grupos políticos dominantes da região. É formado por pessoas que aparecem como lideranças populares nos momentos de enfrentamento em defesa dos interesses coletivos, estando preocupados na organização popular pela luta por seus direitos.
Acredita que a política se faz para além das urnas, que deve ser feita no dia-a-dia.
Acredita que o exemplo é pedagógico, por isso procuram nortear sua prática sempre em respeito ao erário público e defesa de causas sociais.
Nega-se a receber favores políticos para não ter “rabo preso” e poder, com vigor moral condenar as práticas corruptas que possam aparecer entre os foliões de outros blocos.
São os que trabalham nas prefeituras, bem como no comércio, nas indústrias, etc., e fazem uso dos serviços públicos ofertados.
È aquele nosso colega da escola que indignado com a condição dos ônibus escolares que mais oferecem risco do que segurança aos estudantes, e questiona porque tem dinheiro pra aluguel de “carrão zero” pro prefeito e seus assessores usarem, mas não tem pra educação!
É aquele nosso companheiro de trabalho que indignado com a falta de luvas nos postinhos de saúde questiona porque tem dinheiro pra São João, mas não tem pra saúde.
É aquele pai e mãe de família que indignados com o aumento da violência nas ruas questionam porque não há projetos da prefeitura para melhor aproveitamento dos espaços públicos, como praças e centros, para entretenimento e formação dessa juventude.
Os que trabalham nas prefeituras são constantemente vítimas de assédio moral pelo bloco que está no poder. E os que trabalham fora das prefeituras, mas fazem uso dos serviços disponibilizados pela prefeitura, também reclamam de assédio moral nesses serviços, quando veem outras pessoas dos blocos dominantes fazendo uso privilegiado desses serviços que deveria ser igualitário.

Curiosidade

Os foliões desse bloco costumam organizar-se em movimentos, associações, sindicatos como necessidade para se defenderem dos ataques aos seus direitos (apesar de haver foliões dos blocos dominantes – os puxa-saco  infiltrados nessas entidades de luta popular).
Mas, por entenderem que os rumos que definem boa parte de suas vidas em sociedade passam pelas decisões políticas tomadas nas prefeituras e câmaras municipais, vêm se organizando para conquistarem essas espaços e poderem transformar essas instâncias em verdadeiros espaços de representatividade dos interesses do povo. Povo esse que é de onde esse bloco veio e que quer ver seu povo respeitado e com liberdade para definirem e influenciarem as políticas públicas.
Apesar de seus candidatos terem a cara que o povo tem. Sofrem com um mal ainda presente em nossa sociedade, em que o povo ainda tem receio de se verem nos espçaos de poder, e por isso preferem votar em políticos que tem a cara de “político profissional”.
Os candidatos desse grupo investem em conteúdo e não em aparência. Normalmente são os únicos que apresentam propostas reais e viáveis durante os debates, ao contrário dos outros blocos que apelam pra jargões e moralismo para ganhar a preferência nacional.

Possibilidades de vitória:

A expectativa em âmbito nacional para as eleições municipais é de que esse bloco nos surpreenda nas eleições desse ano de 2016.
Tem sido, historicamente, o bloco que chega perto, mas não consegue ganhar as eleições.
O povo quer o novo, mas ainda tem medo do novo. Em algumas situações é preferível ao povo apostar em algo que aparente ser novo, mas que lhes dê a segurança de nada mudar efetivamente, do que realmente apostar em algo que traga novidades não só na aparência, bem como na essência.
Mas, com o aumento do nível educacional e com o aumento de acesso a informações via internet (o que implica em aumento de eleitores e eleitoras mais críticos e conscientes), cada vez mais o povo tem sentido a necessidade de uma mudança verdadeira nesse ciclo vicioso entre os blocos “Farinha do mesmo saco” e “Seis por meia-dúzia”, e é possível que mesmo sem grandes recursos para fazer uma grande campanha, o alcance de suas propostas coerentes e gestadas no seio das necessidades populares possa nos trazer alguma surpresa, quer seja para as eleições majoritárias (prefeitura) e\ou proporcionais (câmara).
Esperemos por outubro. E, vamos brincar nesse carnaval eleitoral, mas com responsabilidade!

O papel do meu, do seu, do nosso funcionário legislador (O vereador)



Pensar em papel é algo meio incomum para o corriqueiro, é algo fora do contexto me parece, talvez seja mais fácil pensar em deveres, por assim ser mais claro. Mais é isso, o papel de um indivíduo em um cargo ou em uma determinada função dentro de uma empresa, seja ela pública ou privada, diz respeito as atribuições, as competências, os deveres ou obrigações desse individua para com seu cargo. São seus afazeres do dia-a-dia que devem ser cumpridos rigorosamente segundo o regimento e código de ética a que esteja submetido.
            Afazeres que devem ser cumpridos rigorosamente! Será que isso acontece assiduamente com nossos colaboradores do legislativo municipal? Será que são, estão conscientes de seu papel perante os seus representados? Atendem mesmo as expectativas da constituição quanto as suas funções e atribuições? E quando a resposta for negativa qual deva ser minha postura para com tal sorte? E se positiva, devo também me manifestar?
            Ora! Observo que a todo momento e, em quase todos os lugares as pessoas traem, trapaceiam, manipula, desconjura o termo política e as obrigações que consigo ela traz. Seja por uma necessidade extrema como fome, ausência total de moradia, saúde, saneamento... seja pela simples vontade de se obter vantagem com a situação. Em outra ocasião um parlamentar mencionava que em 7 (sete) anos de mandato um único cidadão o havia procurado para expor um requerimento de cunho coletivo, os demais quando o fazia, buscavam a promoção individual.
Agora vejamos, se o termo Política que tem sua origem lá na antiga Grécia e que se reportava as pessoas que se dedicavam ao estado, ou a cidade colocando o bem comum e a coletividade acima dos seus interesses, buscar vantagens individualmente, não é trair, desconjurar, trapacear o termo política na sua essência? Sim, porque se por um lado quem exercer a função pública deve colocar o interesse e bem comum acima dos seus; de igual modo o que busca a pessoa que desempenha a função pública deve colocar o interesse coletivo acima dos seus. Nessa linha de argumento pode-se dizer que o povo faz o vereador e o vereador o faz o povo!
            Mas isso parece mais sonho de um adolescente que mal conhece a calçada de sua casa! É uma utopia. Coisa longínqua de se alcançar em nosso atual sistema político prevaricador, onde coloca de um lado os partidos com sua cede eterna de poder, e, do outro as infinitas necessidades: sociais, financeira, cultural... de um povo.
            Sim, sim. É bem verdade que é um sonho, uma utopia, mais imagine o quanto se perde coletivamente quando um vereador deixar de visitar a escola para averiguar se a merenda está sendo distribuída corretamente, se os materiais escolares são adquiridos e distribuídos corretamente, se os professores estão sendo assíduos e se tem recursos e o apoio necessário para aplicar o conhecimento aos discentes, se seus salários e benefícios estão em dia. Pense agora na saúde, quantos vereadores visitam as unidades básicas de saúde, os hospitais ou clinicas que têm convênio com o município, quanto deles procuram saber quanto de verba é destinado para aquisição de medicamento, equipamentos, outros serviços e quanto realmente é gasto, e, se gasto da melhor maneira possível. Quantos vereadores procuram a secretaria de infraestrutura para saber se o governo do estado e federal disponibiliza recurso para moradia, saneamento, pavimentação... e quanto de recurso, do recebido, quanto gasto? Imagine quanto se perde quando os vereadores deixam de fazer projetos que aprimorem a lei orgânica do município, quanto se perde quando este deixa de apoiar os projetos culturais, de esporte, lazer.
            Na verdade, esta lista é generosamente grande, e então caro leitor, você deve ir pensando em cada destaque de sua rua, seu bairro, seu sitio, sua cidade, escola, creche, posto de saúde, centro comunitários, etc.; que deve ter uma atenção do então parlamentar que aqui me refiro, e argumentar o quão deve ser importante ele cumprir seu papel.
            Sei e concordo que a maioria, a grande maioria deles tem a preocupação máxima de manter seus currais eleitorais com a doação de remédios, deslocamentos de carros, pagamentos de contas de água ou luz, de um bujão, de um saco de cimento, tijolos, telhas, madeiras, e tantos outros desvios de finalidades a que se prestam no descaramento de se reter aquele (s) voto (s). E fazem mesmo, sabem que a santa ignorância da classe menos desfavorecida os fazem aceitar o cabresto de bom grado, e como se não bastasse dizem: esse é que é o vereador bom! O que trabalha! Que faz alguma coisa pelo povo! E é aqui que inverto a máxima, o vereador faz o povo, e o povo faz o vereador! 
            Não é isso! Enfaticamente não é isso. Por si só, e conceitualmente falando, o termo vereador se reporta a pessoa que é colocada para vigiar, ou cuidar do bem e dos negócios do povo, ditando as normas necessárias para tal finalidade. Mas não só. É também dever do vereador Legislar, ou seja, elaborar projetos orientados pelos incisos I e II do artigo 30 da Constituição Federal, além disso, têm que apresentar outras proposições que são votadas na câmera durante as seções ordinárias ou extraordinárias; Fiscalizar, isso implica em discutir e aprovar o orçamento anual da lei orçamentário, onde e como aplicar o orçamento, verificando sempre se o gestor não comete abusos; Sugerir, isto é, em questões onde esse não possa apresentar um projeto de lei, faze-lo a indicação ao executivo, alertando para tal necessidade da população; Representar, aqui o parlamentar deva ser uma ponte entre o povo e o executivo ou até poderes de maior instância, ser um verdadeiro porta voz do povo, e não apenas intermediar, mas organizar e conscientizar o povo. Promover seminários, debates, audiências públicas, ouvir e orientar os cidadãos quanto aos seus direitos e seus deveres perante a constituição e a lei orgânica do município.
E quando não fazem segunda suas obrigações? Quando não cumprem com seu papel?
Aí é o povo que tem que ter o ímpeto necessário para cobrar a postura coerente de seus representantes. É o povo que tem que ter a proximidade necessária, onde só em me aproximar o parlamentar já sinta o que quero, o que desejo, ou o desapontamento diante de sua posição, diante de sua compostura.
Se é verdade que o vereador fiscaliza as ações do executivo para garantir o cumprimento da lei orçamentaria, de igual modo o cidadão consciente, correto e reto fiscaliza as ações do vereador no seu papel de legislar.
É cada um cumprindo seu papel que a sociedade toda ganha, que a sociedade toda prospera, que a sociedade toda conquista. Eu, você, todo mundo pode cobra dos legisladores que cumpram rigorosamente com suas funções, com suas atribuições, mas não posso me esquecer de cumpri com o meu. Quando o cidadão é coerente, consciente e reto contribui com o todo, desse modo pode-se cobrar do todo a contribuição para com o coletivo.


Autor: Marcos Santos.
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