O projeto foi pausado a um certo tempo

Você pode acessar o blog Educadores no Linux, dedicado a discutir educação e novas tecnologias..

OPINIÃO: Se a escola não ensina música, qualquer coisa é sucesso então

Ficamos a cada ano pensando em qual música será o Rit do verão, é, qual será dessa vez a música insuportável mas que não sai da cabeça, por que toca tantas vezes que você acaba decorando a letra, já teve enfinca, lepo-lepo etc. e agora chegou a vez de um tal de "deu onda", quando pensamos que não podia ficar pior vem essa,  repetitiva música (tão minúscula que parece ser mais um refrão).
Pra ser sincero esse regresso musical que é bem pior que as velhas machinhas de carnaval (que afinal é cultura) dá um reflexo ao pouco conteúdo musical qu
e os brasileiros tem. A legislação já obriga a oferta do ensino de música nas escolas, porém a cumprimento da legislação passa longe de nossas escolas e o reflexo disso é a constante desvalorização da música popular brasileira que está sendo substituída por uma musicalidade massa quase que sem identidade.
O timbre dos cantores (e cantoras) de sucesso são praticamente idênticos, tente ouvir um disco de Wesley Safadão sem confundir a com a voz do cantor de Aviões, são praticamente idênticos e este não é o único exemplo, no mundo sertanejo universitária há vários exemplos de uma padronização.
O nosso samba tão valorizado no exterior, o nosso xote, baião, a nossa bossa nova, virou coisa de velho, o mais incrível é que a música de velho é mil vezes melhor que os rit's de hoje, e não pense que isso é apenas saudade do passado, mas é a pura percepção da falta de um ouvido refinado que só se tem quando se conhece de música, quando se estuda a arte do som, que é tão incrível e presente em todas civilizações.

Cidade de Nova Olinda - PB passa por onda de crimes e impunidade

A cidade de Nova Olinda localizada no vale do Piancó na Paraíba vem enfrentando uma série de crimes desde a virada do ano, até então já foram somados 2 roubos seguidos de morte -  de 2 senhores aposentados um da zona rural do município e outro da zona urbana - e 2 assaltos até o momento.
O que chama a atenção de todos os crimes é que nenhum culpado foi encontrado e não há indícios de investigação para encontrar os suspeitos, a cidade conta apenas com dois policiais e um pequena delegacia, configurando assim um alvo fácil para os criminosos.
A população que já se encontra amedrontada com a onda de crimes pede mais atenção dos órgãos públicos, pois necessitam de mais policiamento na cidade e mais segurança para seus habitantes. para isso também é preciso que os bandidos que cometem crimes sejam punidos perante a lei.
Todos esperam que as devidas medidas sejam tomadas.
Imagem da igreja matriz de Nova Olinda, fonte google imagens

Sobre o Rio: Os PMs também precisam do estado

Numa espécie de calamidade o Rio de Janeiro já registra 7 PMs mortos em só em 2017, um ano que mal começou, os policiais estão com salários atrasados e arriscam suas vidas diariamente e em resposta ao seu trabalho de risco recebe desprezo por parte do estado que afirma estar beirando a falência.
O problema é que sempre o servidor - seja ele um PM ou qualquer outro - sempre acaba pagando a conta de bandidos corruptos, enquanto perseguem ladrões na favela esquecem que os políticos deste país se tornaram os piores bandidos que um país poderia ter, quando desviam dinheiro publico não olham para ver quem é que sofre na fila do SUS para ter o minimo de atendimento médico, não observam aquele pai de família que acorda sedo todos os dias para trabalhar e que merece se aposentar pois viveu uma vida sofrida de derramamento de suor e muita luta.
Agora os mesmo PMs que defendem o estado quando há manifestações nas ruas, que reprimem o que eles chamam de vândalos, estão sofrendo a mão pesada do estado ditador que não olham para seus soldados, assim como não olha para o povo que para o enriquecer produz.  Está mais do que na hora de se começar a pensar política da maneira certa neste país, está mais do que na hora de aprendermos os nossos direitos e entendermos que o voto é um direito e não uma mercadoria. Pois quando padecemos em crise também temos uma parcela de culpa por termos votado mal, por termos vendido nosso voto, e o pior é que sempre quem paga a conta não são os políticos que elegemos, mas sim todos nós.
Desejo força aos verdadeiros policiais do Rio, que lutam para proteger a população e a garantir a segurança dos mesmos, porque todo trabalhador merece respeito e merece ser pago no fim do mês, isto é o minimo que o estado deve garantir. E desejo a todo o povo brasileiro sabedoria e reflexão para não cometermos os mesmos erros em todas as eleições.

UOL Confere: Governo Temer distorce dados econômicos em propaganda de 120 dias

Fonte (Uol Notícias )

  • Propaganda do governo apresenta números incorretos para o período de quatro meses
    Propaganda do governo apresenta números incorretos para o período de quatro meses
O governo Michel Temer (PMDB) publicou anúncios de página inteira nos jornais de 29 de dezembro com uma propaganda sobre seus feitos nos 120 dias contados desde sua posse efetiva, em 31 de agosto, quando o Senado aprovou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Um site oficial também foi criado para divulgar a propaganda na internet. A reportagem do UOL conferiu o material e encontrou distorções nos dados econômicos apresentados pela gestão peemedebista. Esta apuração é parte de uma iniciativa do UOL de checagem de fatos (leia mais detalhes no final desta reportagem). 
O anúncio fala em "quatro meses de trabalho intenso" e inclui uma lista de 40 itens que o governo chama de "algumas de muitas medidas que já se tornaram realidade". Na relação, aparecem ações, como a redução de ministérios e o reajuste do valor do Bolsa Família, mas também tópicos genéricos como "moralização das nomeações nas estatais" e situações que não dependem exclusivamente do governo, como a variação da cotação do dólar.
Além disso, há iniciativas controversas e que geraram críticas e contestações, como a imposição do limite de gastos públicos por 20 anos, a reforma do ensino médio e a reforma trabalhista, que ainda não passa de uma proposta.
Confira abaixo o que o governo disse sobre dados econômicos e contas públicas e os fatos que a reportagem do UOL apurou.
- Repatriação de capital: Medida que tornou possível trazer para o país R$ 46 bilhões em impostos que foram aplicados para o desenvolvimento do país e repassados para Estados e municípios
CERTO: O governo tem razão ao dizer que trouxe R$ 46 bilhões em impostos ao permitir a repatriação de capitais. O valor é o divulgado pela Receita Federal. Aprovada por Dilma, a lei da repatriação foi alterada pelo Congresso no governo Temer. Com a mudança, foi reaberto o prazo para repatriação e regularização de recursos enviados por brasileiros ao exterior.
- Reforma administrativa: já foram extintos 14.200 funções e cargos comissionados
EXAGERADO: O governo Temer aprovou uma lei em outubro que converte 10.462 cargos de direção e assessoramento superior, conhecidos como DAS, em funções comissionadas do Poder Executivo. "Na medida em que forem extintos os cargos", diz a norma, o Poder Executivo fica "autorizado a substituí-los, na mesma proporção, por funções de confiança denominadas Funções Comissionadas do Poder Executivo - FCPE, privativas de servidores efetivos". Ou seja, a lei prevê a extinção de cargos, mas também a abertura de funções na mesma quantidade.
Questionado pela reportagem, o próprio governo federal, em sua resposta, tratou a medida como conversão, e não como extinção. "Houve a conversão de 10.462 Cargos de Direção e Assessoramento Superior (DAS) em Funções Comissionadas do Poder Executivo (FCPE), que só podem ser ocupadas por servidores públicos concursados", afirmou em nota enviada ao UOL.
Em seu site, o Ministério do Planejamento informou, em 29 de dezembro, que até então 7.734 DAS já haviam sido transformados em FCPE, "cerca de 70% do estabelecido na lei". "O percentual restante será transformado à medida que os órgãos e entidades do Executivo Federal avaliarem novas oportunidades em suas estruturas", disse a pasta.
No mesmo texto, o Planejamento anunciou uma reforma administrativa que prevê ocorte de 4.689 cargos comissionados e funções de confiança, mas com conclusão prevista para julho de 2017. Na resposta à reportagem, o governo disse que estes 4.689 cargos e funções foram extintos.
Antonio Lacerda/Efe
- Recuperação das grandes empresas estatais brasileiras e valorização de suas ações, como a Petrobras (114%), Eletrobras (237%), Banco do Brasil (98%)
EXAGERADO: O governo sobrevalorizou a alta das ações das empresas. Entre 31 de agosto e 28 de dezembro de 2016, véspera da divulgação da propaganda do governo Temer, houve de fato valorização de ações de estatais, mas com uma variação muito menor que a divulgada.
Na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), a ação Petrobras ON (PETR3.SA) passou de R$ 14,74 para R$ 16,98, uma elevação de 15,2%. A ação Petrobras PN (PETR4.SA) valorizou-se 15%: de R$ 12,85 para R$ 14,78. 
Os papéis Eletrobras ON (ELET3.SA) subiram pouco: somente 0,93%. As ações Eletrobras PNB (ELET6.SA) caíram 8,35%. No caso do Banco do Brasil, houve alta nos papéis, mas de 19,3%.
Se o parâmetro for a Bolsa de Valores de Nova York (EUA), a valorização dos papéis das estatais brasileiras comercializados por lá também foi inferior à propagandeada pelo governo brasileiro.
A ação Petrobras DRC (PBR) subiu 13% entre 31 de agosto e 28 de dezembro de 2016, índice ligeiramente superior ao do outro papel da estatal comercializado em Nova York, Petrobras ADR (PBRa), com alta de 12,9%.
Os papéis Eletrobras PNB (EBR) se mantiveram praticamente estáveis (0,44%), e as ações Eletrobras ADR (EBRb) caíram 1,6%. As ações do Banco do Brasil em Nova York (BDORY) se valorizaram 17,6%.
Em nota enviada à reportagem, o governo disse que "os dados divulgados são resultados de medidas adotadas pelo governo federal" e admitiu que usou o período de um ano, e não o de 120 dias, como referência. "Empresas estatais como Petrobras, Eletrobras e Banco do Brasil se valorizaram na atual gestão, o que contribuiu para que, no período de um ano, o valor de mercado e as ações das empresas subissem substancialmente. Isso se verificou com as novas gestões de empresas a partir das nomeações feitas pelo novo governo e com as valorizações que o mercado fez a partir da possibilidade de um novo governo."
- Saldo positivo de US$ 45 bilhões no comércio exterior até a terceira semana de dezembro
ERRADO: A propaganda refere-se aos 120 dias de governo efetivo, mas o valor citado pelo governo abrange o período de janeiro até a terceira semana de dezembro.
De acordo com os dados oficiais do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, no último quadrimestre do ano (setembro a dezembro), período que abrange os quatro meses do governo definitivo de Temer, o saldo da balança comercial brasileira foi bem mais baixo, de US$ 15,3 bilhões, um valor 20% inferior ao saldo de US$ 19,1 bilhões obtido no segundo quadrimestre (maio a agosto).
Em resposta à reportagem, o governo afirmou que o saldo citado na propaganda refere-se, de fato, ao ano todo de 2016, mas alegou que "Michel Temer comandou o país desde 12 de maio", data em que Dilma foi afastada temporariamente. "Portanto, [Temer governou] na maior parte do período mencionado", acrescentou a nota.
- Diminuição do Risco Brasil
ERRADO: Em 31 de agosto, quando Temer assumiu efetivamente o governo, o Risco Brasil, medido pela agência J.P. Morgan, era de 309 pontos, de acordo com o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). No fim de dezembro, ele atingiu os 325 pontos. Ou seja, estava mais alto.
- Queda do valor do dólar
ERRADO: A cotação do dólar passou de R$ 3,22 em 31 de agosto para R$ 3,28 em 28 de dezembro. Portanto, o valor da moeda norte-americana subiu no período de 120 dias.
A respeito dos dois pontos acima, o governo também alegou que usou como referência o período de um ano. "O mercado reagiu positivamente à nova gestão, demonstrando confiança nas medidas de austeridade fiscal adotadas. Indicadores como o Risco Brasil e cotação do dólar são voláteis, mas no ano a trajetória de queda do Risco Brasil e a cotação do dólar coincidem com a evolução do processo de impeachment e efetivação do novo governo", disse a assessoria de Temer.
"A credibilidade restaurada da moeda e da confiança no país contribuíram para valorizar o real, a partir da percepção de maior responsabilidade do governo federal no controle de contas e no ajuste fiscal. Discurso que sempre foi associado ao novo presidente, desde o lançamento do documento 'Uma Ponte para o Futuro'. A identificação com esses valores e a nova equipe econômica alinhada com esses postulados foram fundamentais para esses números", afirmou em nota.
- Renegociação das dívidas estaduais
EXAGERADO: O governo aprovou uma lei que trata das dívidas estaduais, masTemer decidiu vetar mudanças feitas pela Câmara. Segundo o peemedebista, as modificações aprovadas pelos deputados federais, que retiraram as contrapartidas exigidas dos Estados, tornaram a medida "mais ou menos inútil". De acordo com ele, o governo terá negociar com cada Estado para identificar quais contrapartidas cada um poderá oferecer.

Getty Images

"Puro marketing"

Na avaliação do economista Paulo Feldmann, professor da FEA-USP (Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo), "o governo não tem nada para comemorar". "Os números da economia são muito ruins: 60 milhões de brasileiros e 4 milhões de empresas estão inadimplentes. Isso nunca aconteceu no país."
Para Feldmann, o governo Temer ainda não combateu o que de fato traria benefício para a economia e a população: o desemprego. "Não fez até agora absolutamente nada, e o desemprego está aumentando."
O Brasil encerrou 2016 com cerca de 12 milhões de pessoas desempregadas, segundo pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) relativa ao período entre setembro e novembro. Por isso, o economista define a lista de supostas realizações do governo Temer como "puro marketing".
Ele critica especialmente o fato de o governo incluir a suposta queda da cotação do dólar como feito, dizendo ser "uma enganação criminosa". Para ele, o dólar deveria estar cotado, na verdade, num patamar muito acima, na casa dos R$ 4,5, R$ 5. "O real está sobrevalorizado", diz.
A valorização das ações de empresas estatais, relacionada como reflexo positivo do novo governo, também é criticada pelo professor. "É outra medida mentirosa. A valorização das ações não tem nenhuma repercussão maior que ajuda a economia brasileira."

Soluções e riscos

O que poderia, então, favorecer efetivamente a retomada?
O professor cita duas formas de fazer: aumentar o consumo e elevar o investimento. "Mas não aconteceu nenhuma das duas, porque não há crédito."
Para Feldmann, a saída está em o governo obrigar empresas a renegociarem dívidas de consumidores, alongando prazos dos débitos, e os bancos voltarem, até de forma compulsória, a conceder mais empréstimos. "Essa é uma medida que seria fundamental."
O economista defende uma intervenção rápida do governo, porque o país, em sua visão, estaria na "iminência de ter uma quebradeira geral". "E isso seria catastrófico."
Feldmann, entretanto, minimiza a culpa do governo Temer na situação geral da economia e a debita na conta do governo da presidente Dilma Rousseff, afastada definitivamente do cargo em 31 de agosto de 2016, no segundo ano do seu segundo mandato.
"A principal responsável pela crise se chama Dilma. Cometeu erros gravíssimos principalmente em 2014, quando, para ganhar a eleição, concedeu desonerações fiscais a múltiplos setores."
O resultado, segundo ele, foi que a arrecadação desabou, e o país registrou o primeiro deficit fiscal em mais de 20 anos, sombra que se projeta até os dias de hoje.

UOL Confere

UOL Confere é uma iniciativa de checagem de fatos do UOL. A redação buscará esclarecer em detalhes anúncios de medidas governamentais, discursos de autoridades e informações relevantes que apresentem interpretações diversas ou casos em que haja dúvidas sobre a veracidade de determinados fatos.

No Norte e no Nordeste, novas facções elevam clima de tensão (Extra)

EXTRA

RIO, SÃO PAULO E BRASÍLIA O surgimento de novas facções criminosas, algumas dispostas a alianças mas também ao confronto com grupos antes hegemônicos, como Comando Vermelho (CV), do Rio de Janeiro, e Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo, vem tornando os estados do Norte e do Nordeste grandes barris de pólvora. Das 25 facções identificadas dentro de penitenciárias federais, em levantamento feito pelo Ministério da Justiça no ano passado, 12 (48%) eram dessas regiões.
No caso do Norte, a posição estratégica na rota da droga, vinda de países na fronteira, como o Peru, torna a relação entre facções ainda mais complicada.
— O quadro de convivência harmoniosa entre o PCC e o CV foi quebrado no ano passado. Em seus estados de origem e nas regiões mais próximas, há um controle maior por parte dos chefes, que não querem confrontos de grande proporção, que chamem a atenção da mídia. Isso só resulta em prejuízo para os dois lados. No Norte e no Nordeste, ainda que haja um pacto de convívio, as facções locais têm suas regras próprias. E, como são novas, ainda não têm a mesma experiência de grupos já consolidados, como os do Rio e de São Paulo — analisa Roberto Porto, promotor de Justiça de São Paulo, professor de Direito Processual Penal na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e autor do livro “Crime organizado e sistema prisional”.
Pelos dados do Ministério da Justiça, que constam da pesquisa “Mapa de Ocupação por Facção Criminosa”, o grupo Família do Norte (FDN), protagonista da chacina ocorrida em Manaus, é o sexto com maior número de chefes presos nas quatro penitenciárias federais de segurança máxima, com 13 integrantes. Ao todo, foram listados 504 detentos.
Apesar de a facção amazonense ter um pacto de convívio com a carioca — dois chefes chegaram a ser presos juntos, em 2015,m em uma favela do Rio de Janeiro —, o grupo que comandou a chacina em Manaus segue regras próprias, como acontece em outras capitais do Norte e do Nordeste.
medo de reação do pcc
Mestre em antropologia social pela Universidade Federal Fluminense e ex-integrante do Batalhão de Operações Especiais (Bope) do Rio, o pesquisador Paulo Storani teme uma reação forte do PCC no Norte, devido à importância estratégica da região. Nos últimos anos, a rota de cocaína vinda do Peru para a Amazônia ganhou força.
— O PCC funciona como uma grande franquia, que precisa manter o controle do mercado, da origem à distribuição. Vencer é eliminar a concorrência. E ali há uma relevância estratégica, é uma grande porta de entrada da droga.
Em estados como a Paraíba, já há duas facções locais. No estado nordestino, há a Estados Unidos e a Okaida, cujo nome é uma referência à organização terrorista Al Qaeda. Em 2013, a Okaida declarou guerra ao PCC, que tinha um pacto com o grupo rival local.
Apesar da presença dos grupos locais, as facções paulista e carioca seguem presentes na maioria dos estados. Os reflexos da ruptura ocorrida no ano passado refletiram-se com motins em prisões de Boa Vista, em Roraima, e Porto Velho, em Rondônia. As rebeliões culminaram num total de 18 mortos, alguns deles decapitados, como ocorreu em Manaus.


Leia mais: http://oglobo.globo.com/oglobo-20725637#ixzz4UoIPonHv

Por que milhares de pessoas receberão salários sem trabalhar em 2017

Fonte da matéria BBC brasil

Imagine ganhar um salário todo mês sem precisar trabalhar?
O sonho de muitas pessoas está para se tornar realidade em alguns países do mundo, que discutem implementar, cada um a seu modo, variações da chamada Renda Básica Universal (RBU).
Por esse sistema, cada cidadão recebe uma quantia fixa por mês determinada pelo Estado, independentemente de trabalhar ou não.
A Finlândia, por exemplo, começa a conduzir, neste mês, um programa piloto com 2 mil finlandeses pelo qual cada um deles vai ganhar 560 euros (R$ 1.918) mensais.
No Brasil, uma lei instituindo a 'renda básica de cidadania', de autoria do ex-senador Eduardo Suplicy (PT-SP) foi aprovada em 2004, mas nunca foi regulamentada.
Governos de vários países vêm discutindo a possibilidade de implementar uma renda básica para todos os cidadãos. Confira aqui algumas experiências ao redor do mundo.

América do Norte

Canadá

A partir de março, a província de Ontário, no Canadá, dará início a um projeto piloto de renda mínima a todos os cidadãos, estando eles empregados ou não.
O custo do programa chega a US$ 18 milhões (R$ 58,6 milhões).
O país já havia sido palco de um dos maiores e mais ambiciosos experimentos de renda mínima na América do Norte, quando, em 1974, os 10 mil habitantes de uma pequena cidade agrícola chamada Dauphin receberam valores mensais sem contrapartidas.
O projeto não durou os quatro anos inicialmente planejados, mas a conclusão foi de que o resultado foi promissor.

Estados Unidos

Desde 1982, o Estado americano do Alasca paga a cada um de seus 700 mil habitantes uma espécie de RBU conhecida como Alaska Permanent Fund Dividend (Dividendo do Fundo Permanente do Alasca, em tradução livre).
O dinheiro vem dos rendimentos proporcionados por um fundo que investe os royalties do petróleo recebidos pelo Estado.
O valor varia a cada ano. Em 2016, foi de US$ 1.022 (R$ 3.320).

Europa

Finlândia

O programa piloto para implantar uma renda mínima universal começa a ser testado a partir deste ano.
Em princípio, 2 mil finlandeses escolhidos aleatoriamente vão receber cada um 560 euros (R$ 1.918) mensais.
Considerado como o novo modelo de previdência social dos anos 2020, o rendimento básico será livre de impostos e substituiria, no futuro, todos os auxílios sociais atualmente oferecidos pelo Estado por um único benefício, distribuído igualmente para todos.
O plano é testar o experimento neste ano e no próximo e fazer uma avaliação dos resultados em 2019.
O programa pioneiro ─ já que não existe, atualmente, nenhum sistema puro de renda mínima universal em nenhum lugar do mundo ─ tem o apoio de 70% da população finlandesa.

Alemanha

O Parlamento alemão concluiu que a RBU é "irrealizável" por um número de razões que inclui um provável aumento da imigração, a falta de viabilidade para financiá-lo e o fato de que os sistemas previdênciário e tributário do país teriam de ser reconfigurados.

Holanda

Assim como na Finlândia, a Holanda dá início neste mês a um experimento de dois anos pelo qual 300 moradores de Utrecht e de outras cidades próximas receberão de 900 euros (R$ 3.079) a 1,3 mil euros (R$ 4.447) por mês.
Desse grupo, 50 pessoas vão receber a renda básica sem qualquer tipo de regulamentação. Ou seja, se encontrarem um emprego ou obtiverem qualquer outra fonte de renda, poderão somar os dois rendimentos.
O experimento chama-se Weten Wat Werkt ("Saber o que funciona", em tradução livre).

Suíça

Em junho do ano passado, eleitores suíços foram às urnas votar em um referendo sobre a implementação de uma renda mínima garantida a todos os habitantes do país, mesmo àqueles que não trabalhassem.
A proposta acabou rejeitada pela ampla maioria da população.
O projeto previa estabelecer o pagamento de um salário de 2,5 mil francos suíços (cerca de R$ 9 mil) por adulto e 625 francos (R$ 2.350) por cada menor de 18 anos.

Índia

O Banco Mundial estima que, devido à evolução da tecnologia, a automatização pode cortar 68% dos empregos na Índia.
Por causa disso, o Instituto Nacional de Finanças Públicas e Política do país está defendendo a ideia de implementar a RBU como um substituto do sistema de bem estar social, que muitos consideram ineficiente e acusam de beneficiar os mais ricos em vez dos mais pobres.

Brasil

Apesar de aprovada e sancionada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2004, a lei que institui a 'renda básica de cidadania' nunca foi regularizada ─ um dos passos necessários para sua implementação.
Seu principal articulador foi o ex-senador e atual vereador Eduardo Suplicy (PT-SP). O petista dedicou boa parte de sua vida política ao projeto.
De acordo com a lei, todos os brasileiros e estrangeiros que moram há pelo menos cinco anos no Brasil devem receber um benefício monetário suficiente para atender às despesas mínimas com alimentação, educação e saúde.
Suplicy diz considerar que o programa Bolsa Família é um dos meios para alcançar tal objetivo.

A polêmica

O conceito de uma renda básica universal vem sendo tema de discussão entre filósofos, economistas e políticos durante séculos, sempre cercado de muita polêmica.
Um dos fundadores dos Estados Unidos, o economista britânico Thomas Paine, propôs ─ em um ensaio chamado Justiça Agrária, de 1797 ─ a tributação de grandes propriedades fundiárias, de modo que cada indivíduo recebesse uma "subvenção de capital" que lhe permitiria "fugir à indigência e exercer os direitos declarados universais".
Já em 1853 o filósofo francês François Huet defendia tais transferências de renda sem contrapartidas para todos os jovens adultos, que seriam financiadas por impostos sobre heranças e doações.
Mais recentemente, economistas de renome, como o americano Joseph Stiglitz e o francês Thomas Piketty, engrossaram o coro pela aprovação de uma renda mínima universal.
Os partidários do sistema garantem que o benefício reduziria a desigualdade, ajudaria os desempregados e quem se dedica a cuidar de familiares sem ser remunerados, e equilibraria o aumento da automatização do trabalho.
Por outro lado, seus críticos afirmam que o pagamento regular feito pelo Estado desencorajaria as pessoas a trabalhar e, assim, prejudicaria a economia, fomentando a pobreza.
Mas segundo um estudo publicado em 2011 por Evelyn L. Forget, professora de Economia da Universidade de Manitoba (Canadá), o pagamento de uma renda básica a todos os cidadãos de Dauphin, durante o experimento conduzido na década de 70, reduziu a pobreza e amenizou vários outros problemas socioeconômicos.
Paralelamente, em vários países do mundo, incluindo muitos latino-americanos, há movimentos que pressionam com mais ou menos sucesso para que os salários mínimos se tornem salários dignos.
"A criação do salário mínimo foi uma tentativa de criar um nível básico de ingresso", diz Linda Yueh, professora adjunta de Economia na London Business School, na Inglaterra.
"A renda básica universal e o salário mínimo digno são ideias similares, mas a renda básica vai mais longe pois trata de assegurar que todo mundo tenha um nível mínimo de rendimento para poder viver", acrescenta ela.



Image copyrightImage ca

Documentário no youtube desmascara operação "Lava Jato"

Documentário: "Destruição a jato" mostra de forma clara os efeitos da operação Lava Jato. Vale a pena assistir para montar assim uma visão critica frente ao que vem sendo divulgado na grande mídia. Durante o vídeo sera discutida pontos relevantes sobre as empresas investigadas e políticos envolvidos de forma direta com a operação Lava Jato.
Assista aqui! Não deixe pra depois!


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