João batia na porta dos fundos de chico
- Chico, chico !
- Oi! o que djabo aconteceu para esses grito todo ?
- Vi lá na rua uma moça tão bonita, mas tão bonita, que aquele vestido de vestido de chita parece que ta engainhado no meu coração.
- Oxente, mas tu num já conhece todas muié que mora aqui na cidade ?
- É, mas essa deve ter vindo de outras banda, acho que caiu do céu, só seno um anjo pra ser tão bonita.
- Deixe coisa homi, Muié é o que mais tem.
- É chico muié tem muitas por aí, mas essas tinha logo que passar por aqui, pra me deixar arretado, tão caído de apaixonado, que acho que vou morrer.
- Morre nada homi.
O tempo passava e chico todo olhava pras fuça de João, ele trabalhava calado, de cabeça baixa todo abestado. - essa muié derrubou mesmo o Jão - dizia Chico a observar. Passou-se um dia, dois dias e Chico ficou inquieto. - eu atrás dessa moça, e vou trazer até João, ou eu não me chamo Chico !.
Chico saiu mundo afora e perguntou lá na cidade.
- Chegou alguém de fora pra morar por aqui ?
O dono do armazém logo falou.
- Olhe que chegou, uma moça danada de bunita filha de um dotô num sei de onde, mas o cara é brabo virado na gota é melhor num pergunta pela filha dele não.
Chico sempre arretado, não tinha medo de home brabo. Olhe! e pra num ver o amigo adoentado era capaz de mamar em onça. Ele montou-se logo no cavalo seguiu pela rua que foi pelo dono armazém indicado até chegar a casa do dito dotô e ficou observando, logo viu sair a moça bonita ele sempre muito esperto esperou ela virar esquina e chegou mais perto.
- Bom dia moça.
- Bom dia, esta procurando algo? porque se esta eu sou nova aqui e ainda estou conhecendo a cidade.
- Ói, que o que tô procurano eu já encontrei e é a senhora,
- Eu ? mas eu nem lhe conheço.
- Haaah! mas eu também não, mas tenho um amigo que pôs o zói na senhora e ta doidin pra lhe ver.
- Humm. me deixou curiosa, mas eu não posso sair muito longe daqui porque meu pai não deixa.
- Se preocupe não home, amanhã na merma hora eu venho aqui com ele pra lhe conhecer.
Chico com o consentimento da moça deu meia volta no cavalo e foi simbora faar com o amigo. Chegando lá Chico foi logo contando a novidade a joão, e esse por sua vez foi logo se animando.
-Óia que eu não acridito, que você meu amigo fez esse favozão.
- Ééé, mas tome cuidado, a moça tem um pai que é o djabo e num pode confia não.
- Mar num se preocupe não, eu sou cabra macho, e não tenho medo de homi não.
- Apoi ta certo.
No dia seguinte bem sedinho saiu João e Chico a caminho da cidade e como combinado a moça saiu. E nesse dia deu tudo certo, Chico foi simbora e João ficou lá proziando com a moça e muito feliz por sinal. Ele perguntou nome da moça como é de costume ela se chamava Dalila, faceira como aquela da bíblia, só que era moça direita disse que pra namorar tinha que ia na casa dela pedir a mão ao pai. Chico tremeu logo as perna mas num ía voltar atras, ele tava muto é do apaixonado e dessa só queria sair casado e nada mais.
- Apoi, amanhã eu tô na porta da sua casa e rô falar cum seu pai.
- Então eu lhe espero amanhã.
Se despediram e seguiram para suas casas, ela toda contente, tinha gostado muito do rapaz, ele meio preocupado, um pouco amedrontado, mas o amor falava mais. A Moça chegou em casa e foi logo contando a novidade o pai, hum, esse ficou calado e nem respondeu, foi pro quarto aprontou a espingarda e falou.
- Num ta vendo que eu um doutor, vou deixar minha filha na mão de um matuto dessas banda.
de tardinha no caminho roçado João contou a chico que no outro dia iria encontrar novamente a moça mas que dessa vez era pra firma o namoro, falaria com o pai dela para que aprovasse o casal de apaixonados. Chico ficou esperto, sabia que o velho era ruim, amolou a peixeira e selou dois cavalos e deu jeito de levar os dois pra cidade sem João saber.
- Eu sei que esse vei é ruim, e esse negocio num rai da certo.
Todo empolgado, chegou João de manhã na casa da moça a moça mandou ele entrar o pai já já ia sair pra conversar. ele ficou sentado quando olha pra cima lá vem o vei armado até os dente.
- Pode pular pra fora cabra safado que minha filha num namora com você não.
Eita que João num contou historia agarrou a moça pelo braço e saiu por a fora. ele era frôcho mas num ia sair sem a moça.
- João ele vai nos pegar, joão
- Oxe apois bora correr.
Bra! bra! bra!... era o velho atirando com a espingarda. dobraram uma rua, dobraram outra e o velho atrás. quando dar-se fé aparece Chico de um beco todo esquisito.
- Bora simbora minha João, amunta a moça no cavalo e corre.
João não contou Historia, foi logo sem demora montando sua amada no cavalo e saiu os três desembestado deixando o velho comendo poeiro.
Chico mais uma vez foi o salvador do amigo, que hoje vive tranquilo com Dalila muito bem casado. E o velho coitado teve que se acostumar com a ideia que não há homem no mundo que impeça um matuto apaixonado.
Arthur Carlos da Silva.
- Oxente, mas tu num já conhece todas muié que mora aqui na cidade ?
- É, mas essa deve ter vindo de outras banda, acho que caiu do céu, só seno um anjo pra ser tão bonita.
- Deixe coisa homi, Muié é o que mais tem.
- É chico muié tem muitas por aí, mas essas tinha logo que passar por aqui, pra me deixar arretado, tão caído de apaixonado, que acho que vou morrer.
- Morre nada homi.
O tempo passava e chico todo olhava pras fuça de João, ele trabalhava calado, de cabeça baixa todo abestado. - essa muié derrubou mesmo o Jão - dizia Chico a observar. Passou-se um dia, dois dias e Chico ficou inquieto. - eu atrás dessa moça, e vou trazer até João, ou eu não me chamo Chico !.
Chico saiu mundo afora e perguntou lá na cidade.
- Chegou alguém de fora pra morar por aqui ?
O dono do armazém logo falou.
- Olhe que chegou, uma moça danada de bunita filha de um dotô num sei de onde, mas o cara é brabo virado na gota é melhor num pergunta pela filha dele não.
Chico sempre arretado, não tinha medo de home brabo. Olhe! e pra num ver o amigo adoentado era capaz de mamar em onça. Ele montou-se logo no cavalo seguiu pela rua que foi pelo dono armazém indicado até chegar a casa do dito dotô e ficou observando, logo viu sair a moça bonita ele sempre muito esperto esperou ela virar esquina e chegou mais perto.
- Bom dia moça.
- Bom dia, esta procurando algo? porque se esta eu sou nova aqui e ainda estou conhecendo a cidade.
- Ói, que o que tô procurano eu já encontrei e é a senhora,
- Eu ? mas eu nem lhe conheço.
- Haaah! mas eu também não, mas tenho um amigo que pôs o zói na senhora e ta doidin pra lhe ver.
- Humm. me deixou curiosa, mas eu não posso sair muito longe daqui porque meu pai não deixa.
- Se preocupe não home, amanhã na merma hora eu venho aqui com ele pra lhe conhecer.
Chico com o consentimento da moça deu meia volta no cavalo e foi simbora faar com o amigo. Chegando lá Chico foi logo contando a novidade a joão, e esse por sua vez foi logo se animando.
-Óia que eu não acridito, que você meu amigo fez esse favozão.
- Ééé, mas tome cuidado, a moça tem um pai que é o djabo e num pode confia não.
- Mar num se preocupe não, eu sou cabra macho, e não tenho medo de homi não.
- Apoi ta certo.
No dia seguinte bem sedinho saiu João e Chico a caminho da cidade e como combinado a moça saiu. E nesse dia deu tudo certo, Chico foi simbora e João ficou lá proziando com a moça e muito feliz por sinal. Ele perguntou nome da moça como é de costume ela se chamava Dalila, faceira como aquela da bíblia, só que era moça direita disse que pra namorar tinha que ia na casa dela pedir a mão ao pai. Chico tremeu logo as perna mas num ía voltar atras, ele tava muto é do apaixonado e dessa só queria sair casado e nada mais.
- Apoi, amanhã eu tô na porta da sua casa e rô falar cum seu pai.
- Então eu lhe espero amanhã.
Se despediram e seguiram para suas casas, ela toda contente, tinha gostado muito do rapaz, ele meio preocupado, um pouco amedrontado, mas o amor falava mais. A Moça chegou em casa e foi logo contando a novidade o pai, hum, esse ficou calado e nem respondeu, foi pro quarto aprontou a espingarda e falou.
- Num ta vendo que eu um doutor, vou deixar minha filha na mão de um matuto dessas banda.
de tardinha no caminho roçado João contou a chico que no outro dia iria encontrar novamente a moça mas que dessa vez era pra firma o namoro, falaria com o pai dela para que aprovasse o casal de apaixonados. Chico ficou esperto, sabia que o velho era ruim, amolou a peixeira e selou dois cavalos e deu jeito de levar os dois pra cidade sem João saber.
- Eu sei que esse vei é ruim, e esse negocio num rai da certo.
Todo empolgado, chegou João de manhã na casa da moça a moça mandou ele entrar o pai já já ia sair pra conversar. ele ficou sentado quando olha pra cima lá vem o vei armado até os dente.
- Pode pular pra fora cabra safado que minha filha num namora com você não.
Eita que João num contou historia agarrou a moça pelo braço e saiu por a fora. ele era frôcho mas num ia sair sem a moça.
- João ele vai nos pegar, joão
- Oxe apois bora correr.
Bra! bra! bra!... era o velho atirando com a espingarda. dobraram uma rua, dobraram outra e o velho atrás. quando dar-se fé aparece Chico de um beco todo esquisito.
- Bora simbora minha João, amunta a moça no cavalo e corre.
João não contou Historia, foi logo sem demora montando sua amada no cavalo e saiu os três desembestado deixando o velho comendo poeiro.
Chico mais uma vez foi o salvador do amigo, que hoje vive tranquilo com Dalila muito bem casado. E o velho coitado teve que se acostumar com a ideia que não há homem no mundo que impeça um matuto apaixonado.
Arthur Carlos da Silva.
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