A industria com seu comercial de boa moça, atrai de longe os homens trabalhadores que sonham em uma vida digna para sua família, porém não isso que se encontra na cidade que comporta a grande industrialização, a industria traça um perfil, escolhe os que mais se encaixam nele e excluem os demais que deixaram sua terra cheio de esperança de viver melhor, eis aí o primeiro foco de incêndio, ou um dos primeiros.
O local que deveria ser o berço da oportunidade de trabalho, é oportunidade apenas para alguns e não para todos, a cidade que recebe a industria também não esta preparada para suportar a demanda de pessoas que são atraídas pelas mesma empresas, formam-se favelas, catalogadas como berço de marginais, marginais estes que também não terá o perfil das grandes empresas, das grandes lojas, das melhores escolas, marginais filho de excluídos que por consequência também será excluído. Essas aí coitados só com muita luta conseguem vencer, alguns não aprendem a lutar são atraídos por um outro tipo de fogo, a violência, o trafico, coisas que aceitam e abraçam os marginais não aceitos pelo dito "mercado de trabalho" É duro ser realista, mas é o real.
Tudo começa na fumaça dos grandes negócios, na sedução do lucro capitalista e da oportunidade falsa, que se funde com a despreparação das cidades e seus esterótipos macabros e geram o que vemos hoje, o crescente numero de jovens rendidos a "marginalidade" - porque tudo que é marginal não se enquadra nos padrões hegemônicos - tente ver além do que os jornais nos passam diariamente nossa mídia não passa de mais uma, com seus focos de incêndio.
A solução para amenizar o fogo ainda esta para ser encontrada, as medidas devem surgir de baixo para cima, não acredito que nossos governantes - grande parte empresários - possam fazer algo por nós, para nos retirar da situação de submissão. Nos somo agentes de nosso próprio futuro ! nos e somente nós podemos mudar a nossa realidade e pelo menos diminuir o fogo que tanto nos castiga.

Imagens do google imagens.

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