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Blog Guarabira50Graus escreve artigo sobre as Oligarquias Garabirenses

Foto do professor Belarmino editor do Blog Guarabira50graus.
No dia 23 de agosto, o mais novo blog Guarabirense administrado pelo professor Belarmina, atualmente professor da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e filiado ao PSOL. escreveu um artigo de grande contribuição e pensamento, sobre as oligarquias que estiveram e estão no poder Guarabira a muitos anos.
O artigo começa a discutir sobre a meso região de Guarabira, e vai dando uma minuciosa explicação sobre as oligarquias na paraíba e em Guarabira, levando em consideração uma analises historica.
Você não pode deixar de conferir este artigo, principalmente os que ainda estão a pensar conscientemente como votar e em quem vai escolher para as eleições de 2016, o artigo pode sim de grande ajuda e pode ajuda-lo também a aprender muito mais sobre a cidade e o estado.

Confira o Artigo Clique aqui

Alunos da UFPE criam software que formata TCC nas normas da ABNT

Alunos do curso de pós Graduação da UFPE desenvolveram o que seria o sonho de uma aluno em período de TCC. Segundo o Site da Uol O programa esta temporariamente de forma gratuita na internet. No link http://www.fastformat.co/
O programa permite formatar conforme as Normas da ABNT.
Desde já convido aos alunos para experimentarem...
Consultem também a fonte de onde retirei a matéria e veja os pontos na integra. http://educacao.uol.com.br/noticias/2015/08/27/alunos-criam-software-que-formata-textos-conforme-normas-da-abnt.htm?cmpid=fb-uol


Prefeitura de Sertãozinho abre edital para concurso Publico

Prefeitura de Sertãozinho lança edital para concurso em diversos cargos de nível fundamental, médio e superior. Os salários variam de R$ 788,00 até R$ 1,908,00.
A empresa que realizará o concurso é a Advise.

Clique no link para edital

O que eu vejo, pode não ser o que vejo.






Imagem. Estão em toda parte, Não? Até mesmo para quem não ver, não acha? Como assim? Você deve estar se perguntando. Do quê que está falando?
Mas, de fato, e o que são imagens? O que ela nos remete? Que experiência vital tenho das imagens? E com as imagens? E eu tenho mesmo experiência vital com as imagens?
Calma, não fique angustiado por eu repetir imagem, imagem, imagem... refiro-me a impressão, ao julgamento que você faz do mundo, das pessoas, de você mesma, das coisas, dos fenômenos...que imagem você tem de ante de!
Então você se questiona novamente:
- E o que eu tenho a ver com tudo isso?
Tudo bem. Vamos fazer algumas reflexões e passear um pouco na história.
Pense no cara, o rapaz, o garoto que está querendo conquistar uma garota, ou o inverso, o que ele ou ela faz? Não se mostra em “virtudes” e “qualidades”? Quase nunca os defeitos! Isto não é passar a imagem de?
E uma pessoa que procura um emprego e elabora aquele currículo. Qual é a sua intenção? Não será mostrar a imagem do profissional que ele ou ela é para o interessado em questão?
E a empresa que quer passar uma boa imagem para a sociedade, não mostra todo o seu compromisso com projetos sociais, com o meio ambiente, com as boas condições de trabalho?
Mas deixemos de lado o pessoal, o empresarial, vamos para a história.
Lá no Antigo Egito Deus se compadece do povo que sofre na mão do opressor e promete tirar o povo para uma terra fértil que corre leite e mel (ver Ex. 3, 8). Agora Deixe-me perguntar: Deus não forneceu uma imagem de como seria a terra para onde o povo oprimido iria? E o povo não segue esta imagem?
 Vamos para frente, bem na frente. Qual era a imagem, concepção que Karl Marx tinha da luta operaria industrial na Europa? E o que aconteceu de fato? A luta proletária não aconteceu na Rússia e com uma classe totalmente diferente do que imaginou Marx?
Voltemos no tempo. No novo testamento, Saulo persegue os Cristão pois acha ser um povo que agride a face Deus, pelo menos segundo os princípios do Judaísmo. Olha aí a imagem, impressão que Saulo tem dos Seguidores de Jesus. E o que é que faz Saulo se converter em Paulo? Logo uma Visão, uma imagem que teve de Jesus. Uma luz forte que o cega e uma voz que pergunta porque me persegue (Ver At. 9). Depois desse Jesus que questiona Saulo, qual a real imagem que ele tem dos Cristão? E qual é sua postura de ante de?
 Já que falamos do próprio, Jesus. Quais as imagens que ele nos mostra do reino Deus? Pensem em todas as comparações: o homem que sai ao campo para semear, o que recebe o tesouro e o esconde, o dono da vinha, o rei que perdoa os 1000 talentos... (Ver Mc. 4 e Mt: 13, 13 – 44 e 18, 23). E a imagem da missão dos discípulos: vão curando os Cegos, expulsando os demônios, perdoado os pecados... e mais, aquele que quiser me seguir deve largar tudo, tomar sua cruz e me seguir (Ver Mt: 10); esta última por assim dizer uma imagem um tanto assustadora, imagine tomar um dos piores símbolos de crueldade e morte utilizados pelos romanos para poder merecer o Reino de Deus.
São infinitas as lembranças que podemos ter de diferentes imagens mundo a fora em diferentes momentos da história por pensadores diversos e eventos diversos. Mas o que importa na verdade é o que as imagens provocam em nossas vidas.
Vejamos, por quantas vezes você deixou de se aproximar de uma dada pessoa que viu pela primeira vez porque teve uma má impressão? Uma imagem negativa da pessoa? E a impressão que causamos a muitos pela primeira vez! Quantos não já chegaram para mim dizendo, eu não ia com a tua cara, tinha uma imagem totalmente diferente de você. E já ouvi de outros dizer: aquela pessoa não era como eu imaginava! E o emprego que perdemos porque podemos ter causado uma má impressão no entrevistador, seja pela vestimenta, pela postura acanhada, ou pelo exibicionismo, ou por uma imagem que você tentou passar e que na realidade não é.
E é isso que no final das contas me interessa. Qual a imagem que passo para as pessoas, para o mundo, para mim mesmo, qual a imagem que tenho de mim? E é a mesma que passo para os outros? E do mundo? Faço uma leitura dinâmica, real e concreta?
Sim, porque muitas das vezes agimos como o rapaz que deseja conquistar a mocinha e cria um teatro de sonhos e fantasias. Que se idealiza majestoso e perfeito.
 Mas também pudera, se assim não for não tem graça, perde o encanto, não é? Quem vai se interessar por uma pessoa que chegue logo empurrando suas verdades mais cruéis?
Brincadeiras à parte, todos os dias as imagens estão levando as pessoas a tomarem posição na vida, na sociedade, nos relacionamentos. A tomarem decisões que podem afetar severamente suas vidas. Seja pela dificuldade de fazer a leitura do todo, ou a ausência de uma reflexão profunda, seja pelo fato de a imagem ou as imagens não mostrarem o que realmente é a coisa. Para você entender melhor o que quero dizer, vamos a uma historinha. Essa parábola corre o mundo para tentar explicar quando não se ver o todo, quando também as experiências dos outros não são levadas em considerações, enfim, as lições podem ser as mais diversas. Alguns cegos foram colocados diante de um elefante para examina-lo e dizer como ele era, um deles bateu na barriga do elefante e disse: o elefante é uma grande muralha que se move. Outro que estava agarrado com a perna disse: o elefante era uma grande coluna de pelos, mas outro retrucou afirmando ser como uma mangueira de água ondulada, este estava agarrado com a tromba. O outro que estava mais atrás interrompeu o anterior dizendo: besteira o elefante é uma corda que se enrola, estava pegado com o rabo, já o outro agarrado com a orelha, afirma que o elefante era igual a um abano, e por último, o que se agarrou a presa do elefante afirma ser como uma espada que quase o fura.
Como eu disse as reflexões podem ser as mais diversas acerca dessa parábola que alguns afirmam ter sua origem na cultura Indiana outros dizem ser fragmentos do livro Politicas de Aristóteles e que sofreu diversas modelagem. Bom, eu vou tomar meu rumo de reflexão, mas cada leitor fique à vontade para tomar o seu. Quando nós não vemos o todo e a parte do todo não permite uma boa compreensão podemos tomar atitudes contrarias a nós mesmo. Lembro-me de um fato curioso, entre um casal. Ele gostava muito de escutar os nonatos, ela ouvia porque ele ouvia, e só sabia de quem sem tratava por causa da voz, voz que achava ser de uma pessoa já passada da meia idade, talvez beirando a terceira achava ela. Um dia ele chegou com um DVD dos mesmos nonatos e colocou para curtir, ao ver a imagem daquela dupla ela admirada comenta não acreditar que se tratava de pessoas tão novas e curiosamente passa a escutar mais e com mais sensibilidade.
Esse fato ocorreu em si tratando da música, mas poderia ser em qualquer outro evento social, político, religioso... já pararam para pensar a imagem que a Preside Dilma mostrou em todo o período de campanha eleitoral, por exemplo? O mundo de bem feitorias, os projetos, as promessas, o posicionamento do governo frente aos trabalhadores, as garantias..., mas o que aconteceu ao final das contas? A máscara caiu. A sensação que ficou, os brasileiros foram enganados, era apenas uma farsa, uma mentira deslavada para permanecer no poder, para continuar manipulando...  E agora o povo ver o todo, e reclama, e se esperneia, e não sabe cobrar. Sim, porque do outro lado, tem uma oposição, que tenta passar aquela imagem de salvadores da Pátria, de a salvação da nação. Se eu bem nem me lembro, não estão envolvidos em escândalos como da Siemens, de má gestão dos recursos públicos estaduais, de inclusão na listagem das fichas sujas, etc, etc, etc. E eu me pergunto, será que agora vamos ver o todo, ou vamos continuar a olhar o elefante por parte?
As imagens das propagandas dos comerciais que vemos todos os dias são as mais bonitas, as palavras, as mais sedutoras – beba a felicidade – e de quebra contraia uma gastrite. Não seria diferente com as campanhas eleitorais. Vote fulano de tal – E o brasil não vai mal – mais de quebra, o que acontece de fato, é o povo morrendo no pau.
O meu sentimento é que o povo de Deus continua a atravessar aquele deserto da terra prometida, mas dessa vez o motivo da corrupção são dois capetas querendo se tornar ídolos desse povo carente de líderes de verdade. Meu sentimento é que o povo prefere enxergar apenas a perna que está agarrado – balsa família, e ou auxílio moradia dos senhores juízes; a tromba que não larga – transposição; a muralha que anda – a lavagem do dinheiro; ao leque que os abanas – os desvios feitos... enfim. A imagem desse povo, de mim mesmo, que como ilustra o grande filosofo Plantão no livro a república, sobre aquele povo que prefere ficar dentro da caverna vendo as sombras que passam na parede – jornal nacional... do que sair e ver o sol que brilha.
E não é bem verdade. Mas porque isso acontece? E o que fazer para mudar esse panorama desagradável que vivemos hoje? Pesemos, eu tenho buscado em meus textos uma reflexão muito voltada para a política, para a mídia manipuladora, para o sistema, mas, e a raiz de tudo mal não é o ser humano? Quem faz a política? O homem e a mulher. Quem faz a mídia? O homem e a mulher. Quem desmata a floresta amazônica? Mais o homem do que a mulher? Que polui o meio ambiente? Agora é o homem e a mulher. Quem compõe o sistema? O homem e mulher? Quem corrompe e é corrompido, mata, agride, rouba, mente, estrupa, fala mal e sai na rua com a cara mais deslavada?
Ao que vejo o ser humano tem transformado a imagem e semelhança em embaraço e desgraça, e se revolta com isso, eu não entendo. Parece que é muito mais fácil continuar a utilizar nossas máscaras do que realmente se olhar nos olhos e tomarmos um posicionamento libertador diante de nossa sociedade, que só se é possível quando começado em nosso ser. Parece ser conveniente olhar em parte ao invés do todo, claro, é natural, pois é a parte que me beneficia e não o todo. Sim é verdade que temos medo de quem nós realmente somos na maioria das vezes, mas enquanto não encararmos nosso verdadeiro eu em busca de um crescimento espiritual, e não olharmos o todo, contribuiremos para as mazelas do mundo.



Selva de pedra

Neste domingo quando estive a fazer a prova de um concurso publico, comecei a observar o numero de pessoas a chegar e o comportamento delas, apesar de conversarem entre si ficavam sempre resguardadas com aquela sensação de "ele vai ser meu concorrente, por mais que seja legal eu vou eliminar ele". E isso me levou a refletir sobre as coisas desse mundo e dessa organização social que vivemos, onde para nos sobressair precisamos muitas vezes "eliminar" o outo, tira-lo do nosso caminho, temos que ser os melhores e para ser os melhores temos que ser superior a outra pessoa.
A nossa ordem social remete a uma brutalidade, da pra notar claramente que as relações de amor não estão sendo alimentadas, exames nacionais, como o enem, concursos publico, e entre outros exames estimulam uma especie de barbárie onde nem sempre o vencedor é realmente o superior ao outro. Um exame é completamente incapaz de avaliar corretamente o conhecimento ou a aptidão de alguém para um cargo ou função. As qualidades das pessoas não ficam evidente nesses testes ainda existentes com muita regularidade em nossa sociedade. É a luta da sobrevivência, nem todos se deleitam em uma boa condição de vida e que garantir seu lugar ao sol, mesmo que com isso esteja excluindo o próximo.
Não quero tentar formar opinião de ninguém com essa minha fala, mas reflita, será que um exame mostra realmente as qualidades de uma pessoa quanto profissional ? se o concurso exclui mais do que inclui, será que não deveria ser re-pensado? essas perguntas dividem opinião mas eu acredito que se todos nós pudêssemos desfrutar de uma vida digna não precisaríamos nos matar tanto e eliminar tantos concorrentes, ou sem ter que derrubar ninguém.  Mas infelizmente vivemos em uma Selva de Pedra.

feliz 1 ano juntos (um texto descontraido sobre o amor)

O amor, muitos se perguntam sobre o que é o amor, se é possível amar incondicionalmente um outro alguém. Decidi escrever hoje algo sobre esse sentimento tão lindo e virtuoso. No dia de amanhã (23) faz um ano que iniciei uma historia de amor, extremamente marcante em minha vida. Eu e minha esposa, sim esposa, em menos de um ano nos casamos. Tem gente que diria um ano é muito pouco tempo.
Mas não, foi um ano de lutas e altos e baixos que foram a prova concreta de um amor que tudo suporta e coopera para seu crescimento apesar das lutas do dia-a-dia.
Posso dizer a você que se pergunta se exige amor, acredite o amor existe e é algo inexplicável e incomparável.
Te Amo Andréia. Feliz 1 ano juntos, e que a cada dia nosso amor cresça mais e mais.

A sociedade que eu não me reconheço!

            Que sociedade é essa que vivemos? Que mundo é esse que está aí sem o mínimo de escrúpulos? E os filhos dessa sociedade, que cainhos estão tomando?

            São perguntas tão corriqueiras, que tantos se fazem dia-a-dia mundo a fora. E as respostas podem estar muito mais perto do que imaginamos – dentro de nós, ou não. Não sei, o fato é que elas me fizeram lembrar um acontecimento ocorrido em uma comunidade simples da pequena e já nem tão mais pacata Serraria, ou tão quanto eu gostaria.

            O senário é um caminho, medianamente transitável onde foi rota de fuga de uma dupla de criminosos que havia em uma noite qualquer assaltado um senhor de idade, levando uma dada quantia em espécie e seus documentos, na fuga perderam a sacola em que estava depositado os documentos e também uma quantia de mais de R$ 500,00. Como era noite, não se deram conta da perda. No dia seguinte, um agricultor a quem chamarei de Joaquim para preservar sua identidade, passou cedinho no mesmo caminho para tirar ração para seus animais. Já sabia do ocorrido na comunidade – o roubo, foi informado por um vizinho.

            Nessa manhã sua vida poderia ter tido uma pequena melhora, pois ele encontrou os documentos com a importância mencionada acima; nesse momento; alguns poderiam pesar: mais é muito pouco dinheiro... reforço apenas que na época desse ocorrido o salário mínimo médio era R$240,00 e a família desse cidadão era extremamente carente. E o que a sociedade considera “normal” em uma situação dessa é conferir os autos, pegar o valor para si, e, entregar os pertences ao dono, já que se tratava de um roubo.

Porém não foi o que aconteceu. Vendo a bolsa com os documentos e sabendo do roubo que tinha acontecido na noite anterior, de imediato S. Joaquim sabia quem era o dono daquela sacola, sem hesitar apanhou-a e logo procurou o presidente da associação para que tomasse as devidas providências – a entrega ao seu real dono.

Ao receber os documentos o presidente da associação abriu para conferir os documentos e percebeu a importância que os meliantes deixaram para trás e, então perguntou a seu Joaquim se ele não tinha visto o dinheiro. Ele disso que não, pois para ele interessava apenas entregar os pertences ao seu devido dono, e, mesmo que estivesse visto, não o pegaria, pois achava não ter direito, já que não havia feito esforço algum para merecer aquele valor.

Até aí tudo bem. Seu Joaquim fez a sua parte e foi para casa com a consciência limpa.  - Certo?

- Cento, sim.

O problema é que lhe fazer o certo, lhes custou o sossego, a paciência, a paz, porque agora toda a comunidade o julgava de besta, de otário, de tapado por não ter pego os mais de R$ 500,00 que estava na bolsa - logo ele que passava a precisão que passava. Dia após dia ele teve que conviver com as críticas e deboches por sua atitude de honestidade.

Aí agora eu me volto para as perguntas que abrem o texto: que sociedade é esta? Que mundo é este? Que caminhos estão sendo tomados?

Silêncio... é o que me ocorre agora! Longa pausa.

Eu queria ter respostas para muitas coisas, e saber entender e explicar porque as pessoas agem com essa “moral”, onde tirar proveito de situações é ser esperto, sabido, inteligente, enquanto que ser honesto é ser burro, é ser besta.

Se me perguntassem a 15 anos atrás, quando eu tinha apenas 14 anos, por que devesse fazer o certo?
A resposta seria uma só:

- Porque é certo. E olha que nessa época eu nem sabia que Immanuel Kant existiu, este que era tão citado nas aulas de filosofia e ética para administradores.

Mais talvez se Kant fosse indagado dessa pergunta hoje, ele diria: “deve-se fazer o certo, porque irá enfrentar o julgamento sórdido de seus amigos, vizinhos, conhecidos... Da sociedade que desconhece e inverte seus valores”. Valores estes que quando ensinado nas escolas pelos amados mestres, já que os pais de hoje vivem ocupados demais para educar e transmitir princípios para seus filhos, é convertido em futilidade pelas emissoras de TV que pouco se importam de cumprir com seu real papel na sociedade, ou pela internet onde hoje as pessoas passam maior parte de seu tempo.

Mas nos voltemos para o tema central de nossa exposição – porque deve-se fazer o certo?

 Imagine qual seria a resposta se essa pergunta for feita para os que dizem nos representar no executivo, no legislativo, enfim. Diante de leis tão brandas que deixa o sentimento de impunidade, onde o crime “compensa”. Talvez a resposta fosse: “o certo deve ser feito parque é constitucional”. Só faltam dizer que a corrupção é constitucional, que na prática é quase isso, me perdoem o desabafo.

Mas, todo esse exposto longo e cansativo para que? E afinal de contas o que diabos é o certo?


Poderíamos argumentar simplesmente que é não fazer o errado, ou tomar o caminho da exatidão, o lado correto.

E qual o lado correto?

 E o que é o errado?  

No nosso contexto introdutório não seria o certo tomar a decisão de levar os pertencentes ao seu devido dono sem nenhum prejuízo prévio as partes envolvidas?

Ora! O dono dos documentos e vítima já lhes passara maus momentos nas mãos dos criminosos, ao menos tem direito ao seu registro de identidade cidadã e ao mínimo que lhes for possível recuperar.

Mais e o seu Joaquim, que é vítima, refém, de um sistema político que o rouba todo santo dia e diz devolver todos os tributos aos seus contribuintes, mas que na realidade as esmolas são efêmeras diante da roubalheira. Este seu Joaquim que representa tantos, que veem todos os dias seus filhos amanhecerem sem o direito de tomar café da manhã e dormem mais cedo para evitar o lanche da noite. Esse seu Joaquim que não tem um emprego que o permita viver com dignidade. Não teria o direito de se apropriar do valor encontrado nos documentos furtado?

Pensem que ninguém ia saber! Bastava não comentar com ninguém, dizer que encontrou os documentos vazios. Que na bolsa só restava os documentos, e pronto.

Agora eu pergunto, e a corrupção política não segue a mesma lógica?

- “Vamos tirar um percentual dessa licitação! Ou vamos dar a concorrência para “tal” e cobrar tanto!  Vamos desviar esse valor daqui para li! Ninguém está vendo, ninguém sabe. Está tudo certo”.

Dessa forma pátria amada, pouco a pouco tu se acaba, ou pelo menos teus rebentos da base da pirâmide.

Dessa forma pátria amada, o tempo escapa por nossos dedos deixando a sensação de vazio, de não ter visto nada, não ter feito nada apesar de ter feito muito.

Aí sordidamente você pode me perguntar:

- E quem que tira proveito de fato, no final das contas? Nosso personagem, que continuou aquela semana na mesma pindaíba que já estava ou até tenha piorado, ou as autoridades “políticas” dando seu jeitinho sarcástico de fazer a coisa? Não estão levando a melhor por utilizarem em seus métodos a “sabedoria”, a “inteligência”, a “esperteza” do tirar proveito da situação?

Entre essa Terra e esse Céu, muitas vezes eu não me encontro, eu não consigo me encontrar, onde o certo é errado e o errado é saber aproveitar. Onde os valores perderam seu valor, e o bonito, é a corrupção amar. Onde quem é honesto, não encontra espaço, não tem espaço, e o desonesto causa o admirar. Entre esta Terra e este Céu, eu não me encontro eu não consigo me encontrar.

Sim, porque é verdade, os filhos, de S. Político com certeza estudou em uma escola melhor, gozou de infância de paparicos, teve todos os brinquedos e mimos que quisessem e não se questiona as oportunidades que vierem a surgir. Enquanto isso, os filhos de seu Joaquim, qual será a escola que estudaram? Como terá sido a infância? E quais as oportunidades que terão?

Uma coisa eu respondo com toda confiança, bom exemplo de honestidade e superação não vão faltar para eles trilharem bons caminhos e transformar essa sociedade para melhor. Não irá faltar inspiração paternal para seus projetos de vida. Não irá faltar apoio moral para seguirem o caminho do bem.
Ah se todos seguissem o bom exemplo de seu Joaquim! Seguissem seu bom exemplo sem se preocupar se estão sendo vendo por seus atos de retidão. Entristeço-me muito, quando em uma atitude nobre dessa seu Joaquim, as pessoas buscam meios de se promoverem, divulgando midiaticamente seu “bom ato de honestidade”, afim de elogios e de acalento do ego. Para mim nessa ocasião o honesto virou desonesto, o bem virou o mal a busca por promoção egocêntrica agrediu o verdadeiro sentido da coisa.

Então muitos poderiam me atacar argumentando que tem que se divulgar os bons exemplos para que outros copiem.

 Ser uma fonte de inspiração eu até concordo, contundo fazer mídia com virtudes é desvirtuar a própria virtude, porque eu não tenho que ser honesto pra ser visto, eu tenho que ser e pronto, e, de forma alguma, insisto, podemos usar isso como promoção pessoal, pois é essa promoção pessoal que torna o mundo mal. Agora, quando o meu comportamento for – vou fazer porque é certo. E o outro pensar assim, e mais o outro, o outro mais perto de você, e você, e o mais de longe e todo mundo. Nós teremos uma sociedade melhor.





Marcos Santos
Vedade Livre. Tecnologia do Blogger.

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