Uma
Educação libertadora, em sentido freireano, está intimamente ligada a
participação dos educandos, a preparação dos seres para vida em democracia, que
se faz no diálogo. Na educação libertadora, diferente da educação bancária –
que é ainda a que predomina nas escolas e é o que a maioria de nós recebemos –
o professor deixa de ser o único protagonista, e único detentor do conhecimento
e passa para uma posição de mediador que reconhece o saber dos educandos e que
constrói junto com ele o conhecimento.
Este
conhecimento produzido coletivamente pode ser chamado de síntese educativa,
observando as bases da dialética – tese + antítese = síntese – este movimento
contínuo nos acompanha durante a vida. A tese inicial, pode ser o conhecimento
que tínhamos sobre determinado assunto próximo a nós, que ao ser questionado
pela antítese nos leva a sair do conhecimento anterior para um novo
conhecimento estruturado e significativo a síntese educativa.
É
importante ver que em uma educação libertadora não há prioridade em conteúdo
por conteúdo. Questiona-se, do que vale o estudante saber a capital do Brasil
se não sabe ele o que significa capital. Na educação libertadora, o reconhecimento
de sua situação de oprimido é ponto muito importante, mas sua ação frente a
transformação social que se dá coletivamente é síntese fundamental. Ou seja, o
caminho de uma pratica educativa libertadora é a busca do ser mais, de um ser
mais coletivo que não oprime, nem pensa em seus próprios ideais egoísta, mas
pensa num todo, num bem comum da sociedade.
O
conteúdo programático realmente importante é o que é essencial para uma vida em
sociedade, sociedade esta, mais justa, mais humana, contra as desigualdades.
Você
pode conhecer muito mais sobre esta educação lendo as obras do educador Paulo
Freire.
(Este artigo é a introdução de outros artigos que serão
publicados sobre a temática, pretende-se publicar outros com a temática educação
libertadora, porém simplificando algumas categorias discutidas por Freire como:
Humanização, autonomia, ser mais, e etc. )
REFERENCIAS
FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. 50 ed. São Paulo: Paz e Terra, 2011

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