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| Fonte: Google Imagens |
Mas será que o novo ensino médio é mesmo a escola da escolha? muitas perguntas surgem quando o assunto é a proposta de ensino médio sancionada ontem pelo então presidente Michel Temer, no meu ver há muito mais a analisar do que simplesmente números quando se trata de fazer uma reforma educacional, há contextos, cada escola com sua realidade, com seu publico X, que é diferente do publico Y da escola vizinha, e talvez tenha sido um equivoco uma reforma com estas características minimalistas onde a escolha pode estar fadada ao erro.
Teóricos em consenso cada vez mais comum apontam a necessidade de um sujeito cada vez mais capaz de se adaptar as demandas sociais, que hoje, com o avanço da tecnologia e com as mudanças na forma de trabalho, e nas formas de se relacionar das pessoas, mudam o tempo todo. Como este sujeito formado numa escola que lhe nutre de elementos suficientes poderá fazer com que ele esteja preparado para atuar em sociedade? Sem duvida todos os conteúdos são importantes, sempre o que foi necessário foi maneira de passa-los para os alunos de forma que eles entendam para que serve determinado assunto, para que ele faça ligação com o seu mundo real, suas vivencias diárias.
Há muito mais a se reformar, a estrutura das escolas, a formação dos professores (que é continua) os investimentos corretos na educação de forma a punir os corruptores que roubam o dinheiro dela, o questão salarial dos docentes e funcionários, quando tudo isso for sanado, aí sim o aluno terá direito a uma escolha de verdade, uma escolha de qualidade, que não vai lhe excluir de determinada área caso ele descubra no percurso que não se identifique com determinado saber.
Outro ponto interessante é que o dado usado como justificativa para uma reforma educacional não tem consistência, na área de educação usa-se pesquisas qualitativas e não meramente quantitativas. quando alguém foi lá na escola saber quanto era o rendimento dos alunos apenas pegou números e não parou para ver os porquês daquele numero. Por exemplo, uma escola com realidades de violência, desrespeito e descaso tanto por parte dos governantes como da própria sociedade, há conteúdos muito mais importantes a ser trabalhado pelo professor do que os conteúdos disciplinares exigidos, talvez humanizar e conscientizar seja muito mais importante naquele momento, para não exclui-los da escola, para motiva-los a ficar e a enche-los de esperança de que eles são capazes de mudar o quadro que eles vivem.
A educação integral é uma boa proposta, mas não pode ser apenas de tempo integral, precisa ser realmente para uma formação integral do sujeito, capaz de se adaptar e viver em sociedade, proporcionando equidade nas possibilidades de todos, que as oportunidades sejam mais possíveis
independente da classe social, pois todos merecem uma vida digno e não podem ser privados do saber.

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