Diversos produtos químicos comumente
encontrados em nossos alimentos são muito prejudiciais e chegaram até a
ser proibidos lá fora
Muitos aditivos de alimentos, sejam eles
industrializados ou não, são considerados perigosos para o consumo e,
por isso, são bastante limitados pelos órgãos de inspeção de alimentos.
Alguns desses aditivos são tão prejudiciais que são proibidos em certos
países. Veja quais são alguns deles e o que levou governos a tomarem
decisões drásticas.
1. Salmão de aquicultura
A ração deste tipo de salmão pode
conter diversos aditivos que deixam resíduos na carne, podendo
prejudicar até suas qualidades visuais, como cor e textura – então qual é
a solução que os produtores encontraram? Mais aditivos para disfarçar
os efeitos dos primeiros, principalmente a cantaxantina. Ela é um
antioxidante encontrado naturalmente em algas e provê a cor rosada aos
animais que a consomem, além de ajudar o sistema imunológico. Até aí,
tudo bem; no entanto, a cantaxantina sintética, feita a partir de
componentes petroquímicos e vendida em mercados de alimentos de animais
pode trazer consequências graves. Ao comer salmão de cativeiro, você
também ingere a cantaxantina sintética, cujos efeitos adversos podem
resultar em problemas de visão, anemia, náuseas e diarreia.
Tudo isso sem contar o impacto
ambiental que a substância causa: ela pode aumentar o número de
parasitas, como o piolho de peixe e, juntamente com medicamentos usados
nos tanques para inibir doenças nos peixes, acabar, devido ao mecanismo
de seleção natural, fortalecendo micro-organismos causadores de
enfermidades – estes podem se deslocar pela água e encontrar salmões
selvagens, infectando-os e matando-os.
2. Ractopamina
A ractopamina é adicionada à
ração de animais de produção, principalmente dos suínos, para ajudar no
seu desenvolvimento muscular. Ela é proibida em mais de 50 países porque
não há pesquisas suficientes que comprovem sua segurança, mas é
permitida pelo Codex Alimentarius dentro
de certos limites. No Brasil, os maiores produtores de carne não
utilizam a ractopamina na ração de seus animais porque os importadores
não aceitariam, mas muitos ainda insistem em defender o aditivo.
O composto pode ser excretado em fezes animais, se espalhar por campos fertilizados e assim chegar até a água.
Apenas um estudo foi realizado sobre os
efeitos nos seres humanos. Foram observados a elevação do ritmo cardíaco
e palpitações. Segundo o FDA (órgão norte-americano responsável pelo
controle de alimentos), os efeitos nos animais incluem toxicidade e
outros risco de exposição, como mudanças de comportamento e problemas
cardiovasculares, reprodutivos e endócrinos. A substância também é
associada aos altos níveis de estresse no animal, hiperatividade,
membros fraturados e morte.
3. Corantes artificiais
Corantes artificiais, que são
proibidos na Noruega, Áustria, Finlândia, Reino Unido e na França (e
restritos no resto da União Europeia) ainda são encontrados em todos os
outros países, em itens como queijos, doces, refrigerantes e muitos
outros. O problema desses corantes é que são feitos com elementos
derivados do petróleo e do alcatrão e são muio associados a vários tipos
de câncer, inclusive no cérebro.
Uma pesquisa feita pela FSA
(Agência de Normas Alimentares do Reino Unido, em tradução livre)
sugere que o consumo de certos corantes artificiais e do conservante
benzoato de sódio pode estar ligado ao aumento de hiperatividade no caso
de algumas crianças. De qualquer forma, é importante lembrar que a
hiperatividade também é associada a muitos outros fatores em adição a
certas atividades, portanto, uma dieta supervisionada pode ajudar a
administrar o comportamento hiperativo, mas pode não ser uma solução
completa. Outros fatores podem incluir parto prematuro, genética e a
própria criação.
Na União Europeia, os corantes
artificiais são proibidos em cinco países e, nos outros, uma advertência
deve ser colocada em toda comida ou bebida que contenha qualquer uma
das seis cores – amarelo
crepúsculo (E110), amarelo de quinoleína (E104), azorrubina (E122),
vermelho 40 (E129), tartrazina (E102) e ponceau 4R (E124). A
embalagem deve conter um aviso alegando que pode haver um efeito adverso
na atividade e atenção em crianças. No Brasil, são permitidas cinco das
seis cores (amarelo crepúsculo, azorrubina, vermelho 40, tartrazina e
ponceau 4R).
4. Frango contaminado com arsênico
Arsênico é uma substância
comprovadamente cancerígena, mas é componente comum em medicamentos
usados na criação de aves – tem várias finalidades (desde tratamento de
doenças até aceleração do crescimento animal). Dos quatro medicamentos
que eram utilizados, três foram proibidos no Brasil em
2013 (o que restou é a única alternativa para tratar uma doença chamada
histomonose, que costuma atingir perus). Na União Europeia, não se
utiliza nenhum deles.
O arsênico aprovado pelo FDA (dos
EUA) é orgânico e não causa câncer. No entanto, estudos indicam que o
arsênico orgânico pode se transformar em arsênico inorgânico, o que pode
gerar câncer e também migrar para lençóis freáticos, contaminando a
água.
Este aditivo está banido da União Europeia desde 1999, mas ainda é vendido no Brasil e em outros 14 países.
5. Olestra
Proibido no Reino Unido e Canadá,
o olestra é uma gordura adicionada aos salgadinhos prontos para consumo
ou que precisam ser aquecidos, como a pipoca de micro-ondas. Ele é um
lipídeo sintetizado que frita alimentos e não é absorvido pelo
organismo, ou seja, o corpo não acumula calorias em forma de gordura. É
considerado perigoso, pois não só evita a gordura indesejada a partir de
alimentos, mas também diminui a capacidade do organismo de absorver as
vitaminas A, D, E e K. Alguns efeitos colaterais podem ser cólicas,
gases e diarreia.
O FDA aprovou o olestra sob a
condição de que o fabricante colocasse um aviso sobre a existência do
componente no produto. Por fim, ele foi direcionado para produção de
tintas e lubrificantes.
No entanto, a Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (Anvisa) permite o uso do olestra em produtos
alimentícios desde que seja colocado um aviso na rotulagem com os
dizeres “este produto pode ter aditivo laxativo”. No Reino Unido e no
Canadá, o olestra é proibido.
6. Óleo vegetal bromado (BVO, na sigla em inglês)
O BVO é produzido a partir da
adição de moléculas de brometo no óleo comum. É proibido em mais de 100
países e muito limitado nos que ainda permitem. Seu consumo a longo
prazo está relacionado a muitas doenças.
Inicialmente feito como
retardante de chamas em espuma de colchão, hoje a substância é mais
comumente encontrada em refrigerantes. Atua como um aditivo
estabilizante. garantindo que os elementos não se separem durante o
processo de fabricação.
O excesso de bromo no organismo
pode desencadear diversos riscos à saúde dos consumidores, como
hipotiroidismo, distúrbios de memória, enfraquecimento, tremores,
paranoia aguda e bromismo (sintomas do bromismo: perda de apetite, dor
abdominal, fadiga, acne, arritmia cardíaca, infertilidade).
7. Hormônio sintético rbST
A somatotropina recombinante bovina (rbST) é uma versão sintética da somatotropina, o hormônio
do crescimento, que é usado em vacas para aumentar a produção de leite.
Os resíduos deste aditivo no leite que consumimos já foram associados a
infertilidade, fraqueza muscular e câncer de mama e próstata, além de
mastite (inflamação das mamas) nas vacas.
É proibido na União Europeia,
Canadá, Japão e Oceania. Nos Estados Unidos, é legalizado, porém, sob a
restrição de que apresente no rótulo “contém rbST”.
8. Bromato de potássio
Olha o bromo aqui de novo. Mas
desta vez, com um uso diferente. Enquanto o BVO está em isotônicos e
refrigerantes, o bromato de potássio é usado na panificação, diminuindo o
tempo necessário para assar a massa. É proibido na China, Canadá e
União Europeia. Também foi proibido no Brasil.
A International Agency for Research on Cancer (IARC
– Agência Internacional de Pesquisa em Câncer, em tradução livre),
órgão ligado à Organização Mundial da Saúde (OMS), classificou o bromato
de potássio como um agente possivelmente cancerígeno para humanos.
Essa substância é proibida por
lei federal em qualquer quantidade nas farinhas, em preparo de massas e
nos produtos de panificação. O uso é considerado crime hediondo, a
substância pode causar câncer em fetos se ingerida por gestantes,
problemas nos rins, danos ao sistema nervoso, problemas na tireoide,
desconforto gastrointestinal e câncer. Uma boa maneira de identificar o
pão com bromato de potássio é verificar se ele esfarela com facilidade.
9. Azodicarbonamida (ADA)
A ADA pode induzir à asma e
existem apenas cinco países no mundo que não proíbem este composto, que é
utilizado para clarear a farinha e o plástico. O que um componente do
plástico está fazendo no meio da nossa comida? Definitivamente, não
deveria estar lá.
Também é utilizado pela indústria
química na fabricação de solas de borracha de sapatos e tapetes de
ioga. Na indústria alimentícia, ele é utilizado em pães e foi proibido
em diversos países por ser potencialmente prejudicial à saúde. Segundo um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS)
feito em 1999, o composto pode causar problemas respiratórios, como
asma e irritações de pele. No Brasil, a azodicabonamida é legalizada nos
padrões de 0,004 g por 100 g de farinha.
10. Conservantes BHA (hidroxianisole butilado) e BHT (hidroxitolueno butilado)
Em 2011, o relatório sobre
agentes cancerígenos do Departamento de Saúde e Serviços Humanos, do
Programa Nacional de Toxicologia dos EUA, afirmou que o BHA “é
razoavelmente previsto para ser um carcinógeno” e o BHT pode causar
intoxicações sistêmicas. Esses conservantes estão em gomas de mascar,
cervejas, cereais e até na carne, para evitar a rancificação de óleos e a
oxidação São proibidos no Japão e em grande parte da Europa.
(Via agência de notícia)
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