Voltando no tempo,
em 1807 a coroa portuguesa ensaiava sua chega as terras brasileiras, fugindo da
pressão napoleônica sobre Portugal, trazendo consigo muito mais do então
espelho brasileiro de mundo desenvolvido, a Europa.
Os homens e em
especial as mulheres tomavam emprestado suas roupas da moda, calorentas e cheia
de pano que nada tinha a ver com o clima tropical do país. Um fato ainda mais
interessante para não dizer uma outra palavra, foi o das mulheres portuguesas
que, aqui chegavam com suas perucas - adereço utilizado pela praga de piolho
que elas adquiriram nos navios - e por
baixo um cabelo raspado, que logo virou a sensação, todos os que aqui habitavam
queriam usar peruca.
Este tipo de fato
mostra que por toda a história o Brasil teve a mania de copiar modelos preestabelecidos, dos países ditos como
desenvolvidos, queríamos a industrialização, aprendemos e levamos um ranço
histórico do roubo e da corrupção e nos dias atuais criamos um novo espelho.
O que antes era a
Europa hoje é os Estados Unidos da América, com seu modelo de capitalismo
desumano que cada dia mais se ganha força no nosso país, a receita Neoliberal
de privatizar mais e de um estado fraco no que diz respeito ao compromisso com
as coisas públicas, vem sendo um modelo seguido no nosso país, o problema é que
nós não paramos para ver os problemas que essa receita vem causando no seu país
de origem.
Nos últimos 10 anos
a desigualdade social vem cada vez mais crescendo no cenário do gigante
capitalista americano, o número de pessoas que caem na extrema pobreza só
aumenta, e tudo virou produto de venda, até mesmo o ensino ver o estudante como
consumidor, o livro Educando a Direito do escritor Norte americano Michael Apple traz um fato interessante, até
mesmo as crianças são vendidas, escolas fecham contrato com empresas de TV para
que os alunos que passam o dia inteiro na escola assistam apenas aquela
programação com seu anúncios de fest-foods, brinquedos e smartphones que induzem ao livre mercado ao
consumo.
E este vem sendo o
modelo por nós copiado, os nossos representantes a cada dia mais conservadores
tendem a ver no país do EUA o modelo a ser seguido aqui, mas ainda não
aterrissaram na realidade escondida destas terras que nos induzem ao mero
consumo. Em fim devemos parar de fazer espelhos, precisamos agora refletir,
chega de "perucas e cabeças raspadas".
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